
Um total de nove homens com idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos foram detidos pela Polícia Judiciária suspeitos de burlas e branqueamento de capitais. Alguns destes suspeitos foram detidos no Carregado e também em Vila Franca de Xira no seguimento de uma operação levada a cabo nesta terça-feira.
O grupo com homens terá angariado contas bancárias de terceiros que eram destinadas a serem base de esquemas fraudulentos de burla informática tendo como alvo empresas estrangeiras. O prejuízo destes crimes ultrapassa os 250 mil euros, de acordo com fonte da Polícia Judiciária, que informou igualmente que os suspeitos levaram um dos ofendidos a entregar-lhes valores monetários e outros bens sob ameaça de violência física.
A Polícia Judiciária batizou esta operação de “Guita Fácil”. A ação dos homens da lei envolveu 16 buscas domiciliárias no Carregado, em Vila Franca de Xira e ainda em Lisboa, e teve a coordenação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica. Os suspeitos detidos no Carregado e nas restantes localidades convenceram várias pessoas a cederem as suas contas bancárias para o recebimento de valores provenientes de burlas. Estas pessoas, coniventes com os crimes, eram compensadas monetariamente.
Já as empresas lesadas estão sediadas no estrangeiro. O método passava pelos burlões contactarem estas empresas fazendo-se passar por supostos fornecedores, método que concretizavam através de endereços de correio eletrónico falsos, mas idênticos aos dos fornecedores legítimos. Depois eram solicitados pagamentos de faturas em dívida para contas bancárias domiciliadas em Portugal e angariadas pelos suspeitos.
A Polícia Judiciária lança um apelo à população para que nunca ceda contas bancárias a terceiros, alertando que os titulares podem ser responsabilizados por crimes como branqueamento de capitais. As autoridades avisam ainda: “propostas de trabalho fácil que envolvem o recebimento e dissipação de valores podem corresponder a esquemas criminosos, pelo que aconselhamos quem for abordado com este tipo de propostas a denunciar o caso”. A Polícia Judiciária recomenda ainda vivamente às empresas que confirmem sempre, por via telefónica, qualquer alteração de dados bancários comunicada por correio eletrónico e que sensibilizem os trabalhadores para este tipo de fraude.






















