Azambuja: advogada Inês Louro recusou defender José Socrates – alegou objeção por ser do CHEGA

Inês Louro recusou há minutos a nomeação oficiosa da justiça para ser defensora de José Socrates na sessão de julgamento agendada para a manhã desta terça-feira no âmbito da operação Marquês na qual o antigo primeiro ministro é arguido. A advogada de Azambuja alegou incompatibilidade pelo facto de ser militante do partido CHEGA.

Inês Louro recusou há minutos a nomeação oficiosa da justiça para ser defensora de José Socrates na sessão de julgamento agendada para a manhã desta terça-feira no âmbito da operação Marquês na qual o antigo primeiro ministro é arguido. A advogada de Azambuja alegou incompatibilidade pelo facto de ser militante do partido CHEGA, tendo mesmo concorrido à presidência da Câmara de Azambuja a 12 de outubro pelo partido fundado por André Ventura.

A sessão agendada para a manhã desta terça-feira seria mais uma no contexto desta “história interminável” que constitui o julgamento de José Socrates, acusado de corrupção. Inês Louro foi nomeada defensora de Socrates na sequência da não comparência do advogado do antigo governante, que se encontra doente e de baixa médica há várias semanas. Inês Louro ainda permaneceu alguns minutos na sala de audiências, mas acabaria por produzir um requerimento que entregou ao coletivo de juizes, renunciando à defesa de Socrates.

Nesse requerimento Inês Louro alegou objeção de consciência política, uma vez que e como já referimos pertence ao CHEGA, um partido que tem assumido uma postura bastante crítica para com José Socrates e as suas alegadas práticas corruptas. Recordamos que Inês Louro foi eleita vereadora na autarquia de Azambuja, cargo ao qual acabaria também por renunciar num primeiro momento logo após o ato eleitoral, tendo retrocedido dias mais tarde, ainda que sem consequência prática uma vez que acabaria por perder o mandato no executivo liderado por Silvino Lúcio.

Inês Louro referiu já nesta manhã de terça-feira que chegou ao Campus de Justiça por razões profissionais e afirmou nem sequer ter conhecimento de que a Operação Marquês tinha sessão agendada para este dia. A advogada de Azambuja foi apanhada de surpresa com esta nomeação oficiosa e renunciou pelas razões já noticiadas nesta peça. O julgamento de Sócrates exigirá agora que seja chamado um dos quatro advogados que estão de plantão no tribunal.

VIAAlexandre Silva
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