
Francisco Guerra assegura que a sintonia entre si e o colega Filipe Rogeiro é “absoluta e à prova de bala”, parafraseando o líder da Coligação TODOS com assento no executivo da Câmara Municipal de Alenquer. Esta declaração surge no contexto de uma “carta aberta” que Guerra publicou no seguimento da noticia do Fundamental que deu conta de um desalinhamento de posições no tocante à questão do convite para assumir pelouros endereçado pelo PS.
Foi Filipe Rogeiro, o segundo vereador do TODOS, quem lançou o assunto à discussão, numa reunião de autarquia que está filmada e disponível para consulta pública. Rogeiro afirmou nunca ter sido convidado para assumir pelouros na edilidade alenquerense nem pelo Partido Socialista nem pelo atual presidente da Câmara de Alenquer, que em entrevista ao Fundamental Canal afirmara ter manifestado tal abertura ao PSD na pessoa do líder da Coligação, Francisco Guerra, tendo sido o PSD a recusar assumir pelouros, de acordo com João Nicolau.
Confrontado com a posição de Rogeiro no decurso da sessão pública, Nicolau responde diretamente ao vereador do TODOS inscrito nessa Coligação pelo PSD e reforça ter havido uma abordagem do PS ao PSD nesse sentido, estando nesta altura do diálogo o próprio Guerra a assistir na mesma mesa sem que nunca tivesse desmentido João Miguel Nicolau. O presidente da autarquia afirmou ter havido uma conversa com Guerra no sentido de haver partilha de pelouros; e Guerra, a assistir à conversa, nunca o desmentiu. É público e está disponível para consulta de qualquer leitor do Fundamental.
Neste contexto, houve um claro momento de falta de sintonia entre Francisco Guerra e Filipe Rogeiro, e foi nesse sentido que o Fundamental noticiou. Agora, Francisco Guerra afirma: “Nunca houve qualquer contacto formal do PS Alenquer, nem do Eng. João Nicolau, para atribuição de pelouros com os vereadores eleitos pelo TODOS, nem isso faria qualquer sentido, atenta a nossa postura pública desde o inicio sobre a matéria”. Tendo em conta o exposto anteriormente, fica à consideração dos leitores as respetivas conclusões.
Francisco Guerra afirmou igualmente: “É verdade que sou do PSD, há mais de 35 anos, mas fui indicado pelo Movimento Cívico TODOS e não sou apenas vereador do PSD. Sou vereador do PSD, do CDS-PP, da Iniciativa Liberal, do PPM, do Movimento Partido da Terra, do Nós Cidadãos e das centenas de cidadãos independentes e de simpatizantes de outras forças políticas, incluindo socialistas e comunistas, que se revêem no nosso projeto político de TODOS e para TODOS”. Note-se que oficialmente Francisco Guerra é vereador do PSD e apenas do PSD, não sendo possível representar enquanto vereador mais do que um partido e muito menos um movimento de cidadania, que por lei não pode integrar uma coligação política.
O líder do TODOS disse igualmente, e citamos Francisco Guerra numa nota direta ao Fundamental: “uma vez que até ao momento em que escrevo não fui contactado para comentar as afirmações do Eng.º João Nicolau”. O Fundamental esclarece que publicou a notícia tendo por base o que se passou na reunião pública do executivo municipal, sendo que todas as posições aí assumidas foram tornadas públicas nessa notícia: a intervenção de Filipe Rogeiro; a resposta de João Miguel Nicolau; e o silêncio de Francisco Guerra aquando deste diálogo. Não tendo o líder do TODOS reagido no momento do debate do assunto, não faria sentido contactar Guerra à posteriori para obter uma reação, até porque reputamos o eleito de inteligência e perspicácia suficientes para não necessitar de “umas horas” para pensar numa reação a um acontecimento que presenciou.























