
Os anos vão passando e o Fundamental continua, infelizmente, a ser solicitado e a ter necessidade de noticiar estes cenários lamentáveis na Urbanização da Barrada no Carregado. As queixas chegam à nossa redação em permanência e uma vez mais o alvo de todos os lamentos vai direcionado para uma passagem entre prédios situada na Rua Diniz Dias à qual alguns moradores já chamam de “túnel do inferno”.
Basta lá passar para perceber o significado do termo “inferno”. As paredes estão pretas de tão imundas e o cheiro a urina é de tal forma intenso que se torna impossível de descrever por palavras. Ao lado do túnel em questão há um café, e em frente um pequeno supermercado. A rua Diniz Dias na Urbanização da Barrada tem muita vida, registando-se a presença de mais dois cafés, salões de beleza e até uma farmácia.
Tanta vida que, de facto, não merecia este atentado de túnel. Os moradores com casas próximas da dita passagem afirmam que não podem abrir as janelas, tal é o odor que emana daquele urinol a céu (quase) aberto. O espaço é utilizado como casa de banho pelos frequentadores dos cafés da rua, alguns deles com vidas difíceis pelos caminhos do vício. O barulho é frequente, diário e cada vez mais incómodo, dando expressão ao significado do termo “inferno”, que é no que está transformada a vida de muitos dos moradores desta rua do Carregado.
Ainda recentemente tivemos eleições autárquicas e o Carregado é sempre alvo de muitas atenções por estas alturas de 4 em 4 anos. O presidente cessante da junta de freguesia, José Martins, passou claramente ao lado da urbanização e do próprio Carregado, e os fregueses mostraram ao autarca um estrondoso cartão vermelho a 12 de outubro. As atenções e esperanças dos carregadenses viram-se agora para os novos protagonistas: João Nicolau, novo presidente da autarquia; e Marco Coelho, o também recém eleito presidente da freguesia. Não importam as cores políticas; o Carregado precisa urgentemente de socorro.





















