
Tiago Pedro e Nuno Miguel Henriques estiveram envolvidos num momento de tensão no decorrer da última reunião do executivo de Alenquer que teve lugar a 12 de fevereiro, vésperas da terça-feira de carnaval. O vice-presidente estava circunstancialmente a presidir à sessão quando Henriques aproveitou para destilar fúria e mau feitio. Tiago Pedro respondeu ao eleito do PSD com determinação e enfureceu o “disseur”, que juntou uma birra a uma declaração de voto.
Em discussão estava um pedido de apoio financeiro pontual solicitado pela Filarmónica Recreativa Olhalvense no âmbito das celebrações do Carnaval deste ano. Minutos antes Pedro Folgado ausentara-se da sala e o vice-presidente Tiago Pedro assumira o comando da reunião como está previsto nestes casos. O vice colocou o assunto à discussão e o eleito do PSD entrou em cena.
Nuno Miguel Henriques questionou a oportunidade deste pedido de apoio, referindo que o Carnaval decorria entre os dias 10 e 13 de fevereiro. Recordemos que a reunião do executivo de Alenquer em apreço teve lugar a 12 de fevereiro. Na resposta, Tiago Pedro explicou que o carnaval de Olhalvo é uma tradição já com longo historial naquela freguesia e que o pedido em causa dera entrada nos serviços da autarquia já depois de ter sido realizada a última reunião dos eleitos não sendo, por essa razão, possível que o mesmo pedido tivesse sido discutido e votado mais cedo.
Entretanto, quando Tiago Pedro perguntou se mais algum vereador pretendia usar da palavra no contexto da discussão deste tema, o vereador do PSD ainda insistiu em voltar a falar do assunto. Para grande surpresa do próprio Nuno Henriques, o vice-presidente não lhe permitiu “repisar” na lenga-lenga: “Eu é que estou a dirigir a reunião neste momento; oportunamente cedi-lhe a palavra, o senhor falou do assunto e eu perguntei se mais algum vereador pretendia falar do assunto, não o senhor”, afirmou o vice-presidente perante um atónito Nuno Henriques.
Foi então que o vereador do PSD fez uma pequena birra e até voaram alguns papéis para o chão. Ao mesmo tempo Pedro Folgado regressava à sala de reuniões, ainda a tempo de ver a parte final da figura… inspirada que Nuno Miguel Henriques acabava de protagonizar. Lá foi concedida autorização para o singular Henriques dissertar sobre o apoio à Filarmónica Recreativa de Olhalvo, mas Henriques persistiu na birra e optou por uma declaração de voto inflamada, onde não faltou o beicinho, qual criança contrariada por não lhe fazerem as vontades.
E enquanto um funcionário da autarquia se apressava a apanhar os papéis que Henriques derrubou e não teve a atitude educacional de apanhar, Pedro Folgado, já de novo a dirigir a reunião, colocava à votação o apoio da autarquia à SFO. A abstenção de Nuno Henriques foi acompanhada então de uma declaração de voto: “Repugna-me viver num estado ditatorial e pidesco, de censura, e os munícipes de Alenquer não são filhos de um deus menor”. E concluiu o vereador, com gafanhotos e borrifos à mistura: “Uma mentira dita muitas vezes não passa a ser verdade”. Um assunto no qual este eleito é especialista, podemos atestar.






















