
O problema dos pesados que circulam pelo interior da Aldeia da Passinha está longe de poder ser considerado resolvido. A empresa Santos e Vale contestou a sentença judicial que impôs um limite de 20 pesados por dia e 7 no período noturno a circular na Passinha, e tudo indica que estes camiões estão agora a passar maioritariamente pela Avenida da Juventude, como de resto o Fundamental já tinha noticiado. O problema mudou de lugar mas permanece para aquela martirizada população.
Ludovina Vicente é moradora precisamente na Avenida da Juventude, que intercepta a Rua dos Bons Amigos num cruzamento próximo da empresa Santos e Vale. Esta moradora esteve presente na última reunião de câmara em Alenquer: “Aquilo é uma tormenta, não se consegue dormir; passam ali com uma velocidade enorme, o pavimento é irregular e o barulho é tremendo, de noite parece que estamos a viver no meio de uma trovoada”, afirmou esta moradora, que acrescentou: “espero que o senhor presidente resolva o problema, porque esse armazém parece que foi começado a construir pelo telhado”.
Pedro Folgado admitiu que esta moradora tem razão: “Se calhar sim, dona Ludovina, mas agora o que temos a fazer é concluir esse processo”. O presidente da Câmara de Alenquer revelou que a empresa Santos e Vale vai contestar a sentença judicial produzida em primeira instância, ao contrário do que sucede com a autarquia, que acata a decisão e assegura estar disposta a tudo fazer para que a mesma seja cumprida como, de resto, Pedro Folgado referiu em exclusivo ao Fundamental Canal.
O autarca reforçou o que já tinha dito em entrevista recente ao Fundamental: a Câmara de Alenquer já tem o estudo prévio e vai avançar com a construção da estrada alternativa que de uma vez por todas retire o trânsito de pesados do interior desta martirizada aldeia da periferia de Alenquer. Pedro Folgado assumiu o erro de ali colocar aquela empresa e voltou a reiterar a intenção de construir a estrada alternativa, e citamos o autarca, “o mais rápido possível”.
Ludovina Vicente reforça: “Estamos sentados no sofá ou na cama e quando passa um camião tudo estremece; inclusive tenho uma porta de roupeiro cujo vidro já está estalado de cima a baixo, porque a velocidade é tanta às 3 e 4 da manhã… e não são 10 nem 20 camiões, são 200 ou 300; uma pessoa que precise de descansar de noite para trabalhar de dia pura e simplesmente não consegue”, garante esta desesperada moradora da Passinha, que ainda disse: “Fazer uma empresa daquelas num sitio daqueles sem acessos… se o senhor presidente não acredita, convido-o para lá passar uma noite”.






















