
Trata-se de um aspecto cultural considerado bastante relevante mas que passa literalmente ao lado do conhecimento da maioria dos habitantes de Aveiras de Cima. Os antigos depósitos da Junta Nacional de Vinhos são hoje uma referência no contexto da chamada Arte Urbana. A estrutura estava obsoleta e foi decorada pelo artista Vile, mas serão poucos os habitantes locais que disfrutam da obra de arte associada ao lugar.
Já a imprensa nacional desfaz-se em elogios: “É uma surpresa fascinante. O conjunto de depósitos em cimento da antiga Junta Nacional dos Vinhos está complemente decorado com pinturas murais. A arquitetura, as pinturas e o enquadramento do local provocam uma reação de espanto”, afirma a plataforma Sapo Online, que acrescenta: “Os depósitos de vinho ficam escondidos na parte traseira do edifício principal que está ao lado da estrada para Aveiras de Cima”.
De facto, só quando contornamos a construção é que vemos cerca de uma dezena de depósitos, cada um com 3 a 4 metros de altura e de forma oval, que são estruturas bem familiares para os habitantes de Aveiras de Cima, que com as mesmas convivem desde há longo tempo. Todos os depósitos têm a decoração de um mural, pinturas figurativas ou abstratas.
De notar que muitas destas figuras desenhadas pelo artista Vile foram criadas tendo em conta a forma arredondada das superfícies. “A primeira sensação que provocam é de espanto, pela beleza do efeito visual num lugar inusitado, onde até as boas-vindas são dadas com algum lixo”, escreve a mesma publicação, que levou esta cena de arte de Aveiras de Cima para o conhecimento de âmbito nacional.
Relembramos que as antigas instalações da Junta Nacional dos Vinhos de Aveiras de Cima faziam parte da delegação do Cartaxo. Este edifício tem dois pisos e um enorme terraço. No interior encontramos igualmente algumas destas pinturas produzidas por Vile. A Junta Nacional dos Vinhos foi extinta em 1986 e parte do seu património foi herdado pelo Instituto do Vinho e da Vinha, cuja sigla vemos hoje hasteada no edifício principal.
O cenário encontrado pela Sapo também é descrito num contexto de alguma crítica às instituições locais. Pode ler-se: “É curioso como esta galeria de arte ao ar livre fica de fora de duas iniciativas que ocorrem em Aveiras de Cima. O TransformArte, que aposta na arte urbana, e a Festa do Vinho e das Adegas, conhecida por Ávinho”.
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