
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos inaugurou oficialmente a obra de requalificação e beneficiação do Jardim da histórica Praça da República. O Presidente da Câmara Municipal mostrou-se orgulhoso com o resultado final e frisou: “além de melhorarmos passeios e zonas de circulação pedonal e de definirmos estacionamentos, ampliámos áreas verdes e de lazer, plantámos mais quase duas dezenas de árvores e reforçámos o mobiliário urbano”.
Hélder esménio era, naturalmente, um autarca satisfeito com o trabalho feito no local, e acrescentou: “Há muitas formas de tratar intervenções como a que aqui fizemos, o que nunca aceitámos foi tentar fazer uma réplica do que existiu em dado momento da história, pois não passaria de uma tentativa de imitação, sem valor histórico ou patrimonial”.
O edil acrescentou a este propósito: “optámos sim, em respeito a essa história e memória, por deixar painéis em azulejo pintados à mão com algumas imagens que preservam para a posteridade este espaço, as suas vivências e utilizações”. Note-se que a intervenção realizada preservou o busto do rei D. Dinis, que outorgou foral a Salvaterra de Magos a 1 de junho de 1295 e dotou a Praça de um outro busto, o do rei D. Manuel I, que em 1517 concedeu um novo foral a Salvaterra de Magos.
Foi também assinalada com um elemento vertical em cantaria a localização que o pelourinho, possivelmente manuelino, teria nesta Praça. “Deixámos apenas um testemunho da sua localização e não uma réplica”, explicou Hélder Manuel Esménio. A requalificação e beneficiação do Jardim da Praça da República teve um valor de 453.918,89 euros.
A história da Praça da república em Salvaterra de Magos. Foi em torno desta praça, atualmente designada da República, que Salvaterra de Magos desenvolveu um povoado medieval cuja referência mais antiga remonta a 1295, aquando da outorga de foral pelo rei D. Dinis a esta localidade. Ao redor desta Praça encontravam-se os principais edifícios históricos: Igreja Matriz, construída em 1296, o Paço Real do séc. XIV e os Paços do Concelho.
A partir desta Praça são definidos vários arruamentos retilíneos que vão dar ao Cais da Vala, importante entreposto fluvial, que teve grande importância comercial desde a Idade Média até à primeira metade do séc. XX. Era a este Cais que aportavam os elementos da família real quando se deslocavam sazonalmente, durante os meses de inverno, para o Paço Real de Salvaterra de Magos.
No que respeita à toponímia esta Praça era conhecida por Praça do Pelourinho, que foi apeado em 1872. Em 1904 foi designada por Praça Dr. Oliveira Feijão, um importante agricultor que desempenhou o cargo de Presidente da Real Associação Central de Agricultura Portuguesa e que se dedicou à promoção da viticultura de Salvaterra de Magos. Em 1910, com a implantação da República, passa a designar-se Praça da República, uma mudança simbólica e ideológica, topónimo que ainda hoje mantém.
Ainda de acordo com Hélder Esménio e para não perder a memória histórica deixaram-se na requalificação testemunhos em painéis de azulejos pintados à mão de imagens representativas das vivências e utilizações deste espaço. Tal como já referido, foi também assinalada com um elemento vertical em cantaria a localização que o pelourinho, possivelmente manuelino, teria nesta Praça.






























