Chacina da Torre bela: GNR detém homem de 53 anos por posse de munições proibidas

A "chacina" da Torre Bela volta a ser noticia depois da GNR ter detido um homem de 53 anos por posse de munições proibidas no decorrer de 14 operações de busca. Esta "caçada" que foi noticiada em primeira mão pelo Fundamental e acabou por ser destaque em todo o país e em várias partes do Mundo.

A “chacina” da Torre Bela volta a ser noticia. A Guarda Nacional Republicana adianta ter detido um homem de 53 anos por posse de munições proibidas no decorrer de 14 operações de busca efetuadas no contexto desta “caçada” que foi noticiada em primeira mão pelo Fundamental e que acabou por ser destaque em todo o país e em várias partes do Mundo.

A imprensa nacional avança que as operações de busca decorreram nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre. Estas intervenções foram realizados no âmbito da investigação às montarias na Zona de Caça de Torre Bela. “O jornal ‘online’ O Fundamental divulgou na ocasião que 540 animais, a maioria veados e javalis, tinham sido abatidos numa montaria na Quinta da Torre Bela, no concelho da Azambuja. O abate, segundo o jornal, será sido “publicitado” nas redes sociais “por alguns dos 16 ‘caçadores’ que terão participado” na iniciativa”, escreve a imprensa nacional nas últimas horas.

A detenção foi confirmada ontem pelo Comando Territorial de Lisboa através do Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais, sob orientação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa Norte. “A GNR deteve um homem de 53 anos por posse de munições proibidas e aprendeu diversos documentos, nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre”, indica fonte desta autoridade em comunicado.

“A operação realizada é designada por Torre Bela porque ocorreu na sequência de uma investigação que decorre relacionada com a caçada que ocorreu na Herdade da Torre Bela em dezembro de 2020”, afirma ainda a mesma fonte. Os agentes deram cumprimento a 14 mandados de buscas, seis domiciliárias e oito em empresas, nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre. “No decorrer desta operação foram apreendidos diversos documentos relacionados com a investigação, tendo ainda sido detido um homem de 53 anos por posse de munições de calibre proibido”, reforça fonte da GNR.

Esta operação remete para os factos ocorridos em dezembro de 2020 nesta herdade da Azambuja, que foram então noticiados pelo Fundamental em primeiríssima mão a 20 de dezembro de 2020. Horas mais tarde os meios de comunicação nacionais começaram a replicar a noticia, que haveria de ser abertura de todos os telejornais nas televisões portuguesas. Lá fora foram diversos os países da europa e do mundo nos quais o caso teve impacto, sendo que a imprensa internacional destacou sempre o Fundamental como fonte original desta noticia.

A 21 de dezembro de 2020 o Instituto da Conservação da Natureza abriu um processo para averiguar junto da Zona de Caça Turística de Torre Bela os factos ocorridos e eventuais ilícitos relacionados com o abate destes 540 animais. Numa nota enviada na altura à comunicação social, o ICNF referiu que, e citamos, “não teve conhecimento prévio desta ação, que ocorreu numa zona de caça concessionada como Zona de Caça Turística de Torre Bela à Sociedade Agrícola da Quinta da Visitação, SAG, Lda”.

O ICNF adiantou ainda na altura que, considerando o número de animais abatidos divulgados pela comunicação social, iniciou um processo de averiguações junto da entidade gestora da ZCT para apurar os factos e eventuais ilícitos nos termos da legislação em vigor. Também em dezembro desse ano o ICNF suspendeu a licença da Zona de Caça de Torre Bela apresentando ao Ministério Público uma participação de crime contra a preservação da fauna.

Por seu lado o Ministério do Ambiente e da Ação Climática fez saber que, em articulação com o ICNF, iria ser entregue de imediato a uma participação junto do Ministério Público sobre os acontecimentos na Herdade da Torre Bela. O processo está em andamento, pelo que noticiamos hoje.

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VIAAlexandre Silva
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