
Hélder Esménio e Manuel Bolieiro reuniram com o Secretário de Estado da Agricultura e com a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural tendo como pano de fundo a Barragem de Magos. O objetivo dos presidentes da autarquia e junta de Salvaterra passa por assegurar a melhoria das condições de segurança daquela estrutura na sequência da aprovação de uma candidatura da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia no valor de 4,1 milhões de euros.
Esta verba será financiada a 100 por cento e integra a medida de Melhoria das Condições de Segurança das Barragens, no caso a Barragem de Magos. Serão alvo de intervenção o descarregador de cheias, a descarga de fundo e tomada de água e a substituição das comportas. A operação passará igualmente pela implementação do controlo à distância, a instalação de sonda de medição do nível da albufeira e do medidor de caudal na conduta de descarga.
Hélder Esménio referiu a propósito desta reunião: “Tivemos oportunidade de dar a conhecer ao Secretário de Estado Rui Martinho o problema ambiental, nomeadamente a morte de muitos peixes no verão, problema para cujo combate pedimos ajuda porque o Ministério da Agricultura é o proprietário do espaço”, recordou o presidente da Autarquia de Salvaterra de Magos.
Esménio acrescenta: “Solicitámos ainda que pudesse ser avaliado junto da Unidade de Gestão do PDR se no âmbito desta intervenção seria viável a colocação de equipamentos que pudessem fazer recircular as águas, na expetativa de que essa dinâmica pudesse melhorar o oxigénio dissolvido nas águas, mitigando o problema da eutrofização da albufeira”.
Já esta segunda-feira, 27 de junho, teve lugar uma reunião de trabalho na Barragem de Magos. Presidentes da Câmara e União de Freguesias de Salvaterra aproveitaram o momento e pediram para ser estudada a possibilidade de a regulação do trânsito se processar por controlo semafórico, solução cuja viabilidade financeira vai ser analisada pela Associação de Regantes e pelo PDR.
O edifício existente no local também vai ser totalmente reabilitado, tal como o posto de observação e comando, tendo o Presidente da Câmara solicitado que pudesse ser considerada a hipótese de numa das salas deste edifício ser criado um Núcleo Museológico que contasse a história desta obra de rega, a mais antiga do País (data de 1938), e que ao mesmo tempo fizesse uma breve descrição do modo de operação, ajudando os alunos das escolas que ali se deslocassem em visitas de estudo.






















