Pais dos alunos da Pêro de Alenquer prometem novas manifestações para os próximos dias

Os pais dos alunos da Escola Pêro de Alenquer reclamam contra a forma como foram definidos os horários escolares e agora ameaçam voltar a repetir as iniciativas de protesto caso as suas reivindicações não sejam atendidas e satisfeitas.

Os últimos dias foram férteis em ações de protesto levadas a cabo pelos encarregados de educação dos alunos da Escola Pêro de Alenquer. Estes pais reclamam contra a forma como foram definidos os horários escolares e agora ameaçam voltar a repetir as iniciativas de protesto caso as suas reivindicações não sejam atendidas e satisfeitas.

A última de duas ações de protesto ocorreu na passada sexta-feira, dia 3 de setembro. Foi logo pelas 8h15 da manhã que decorreu uma manifestação silenciosa à porta da Escola Pêro de Alenquer, sede do agrupamento de escola Damião de Gois em Alenquer, contra o anúncio dos horários definidos pelo Conselho Pedagógico dessa escola para o 2º Ciclo no ano letivo que se aproxima.

A manifestação aconteceu pelo facto destes horários terem sido definidos completamente contra as opiniões expressadas em Conselho Geral por parte dos representantes dos Pais, da Associação de Pais e Câmara Municipal de Alenquer. “Os horários do 2º Ciclo (5º e 6ª anos) foram definidos para o período da tarde, seguindo exclusivamente o critério de equidade de horários para os professores, para que quem lecionou no período da tarde no ano letivo que findou passasse a lecionar no período da manhã neste ano e vice-versa”, explica Rodrigo Martins ao Fundamental.

Ainda de acordo com a mesma fonte, e citamos, “ficaram excluídos na elaboração dos horários a Pedagogia, pois crianças desta idade não têm, por exemplo, capacidade de concentração para ter aulas num novo ciclo de ensino no período da tarde/noite”. Rodrigo Martins acrescenta: “A segurança também está em causa, já que muitas das crianças com 9 ou 10 anos terão que apanhar sozinhas autocarros à noite durante o horário de Inverno, e muitos motoristas têm que levar crianças destas até à estação porque elas se enganam no autocarro até no período do dia, quanto mais à noite”.

Rodrigo Martins fala igualmente, e voltamos a citar, da “inexistência de oferta complementar no município, não havendo vagas nos pouquíssimos ATLs ou Centros de Estudo, e até o aspeto legal, pois crianças com menos de 12 anos não podem ficar sozinhas em casa, uma vez que se os pais têm que ir trabalhar e não há oferta complementar, então não há soluções, muito menos para o período da manhã onde é ainda mais difícil arranjar nem que seja “depósitos” de crianças”.

Toda esta problemática levou os encarregados de educação a manifestarem-se por duas vezes durante os últimos dias, sendo que agora avisam que as ações de protesto poderão continuar caso os horários não sejam revistos. Foram feitas exposições sobre o assunto às entidades reguladoras, nomeadamente à DGESTE, à Direção da Escola e Câmara Municipal de Alenquer.

Rodrigo Martins ainda refere sobre este assunto: “Choca também o fato da Direção da Escola se recusar a falar com os pais e se recusar a comentar a situação”. A mesma fonte comenta que, e de novo citamos, “da Câmara Municipal apesar de expressar preocupação e solidariedade com os pais se arrepiar a qualquer responsabilidade”.

Recordemos que os Horários são de competência exclusiva do Conselho Pedagógico da escola, consultado o Conselho Geral, que ao que parece só foi ouvido depois dos horários definidos. Acrescente-se que na passada sexta-feira decorreu a primeira reunião deste novo Conselho Pedagógico. “Se as decisões a serem tomadas não agradarem aos pais dos cerca de 400 alunos do 2º ciclo, novas formas de protesto irão decorrer durante os próximos dias”, prometem os encarregados de educação de Alenquer.

Reportagem Fotográfica

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VIAAlexandre Silva
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