Alenquer: trânsito infernal de pesados da Passinha em destaque nas tardes da SIC

Já é uma queixa persistente e com cerca de um ano dos moradores do lugar da Passinha e está hoje em destaque no programa "Linha Aberta" do canal televisivo SIC. Os moradores deste povoado situado na União de Freguesias de Alenquer continuam a reivindicar o fim do trânsito de pesados pela centro da aldeia.

Já é uma queixa persistente e com cerca de um ano dos moradores do lugar da Passinha e está hoje em destaque no programa “Linha Aberta” do canal televisivo SIC. Os moradores deste povoado situado na União de Freguesias de Alenquer continuam a reivindicar o fim do trânsito de pesados pela centro da aldeia. O problema intensificou-se desde a instalação da empresa Santos e Vale há cerca de um ano.

De acordo com os moradores desta rua principal da Passinha, denominada Rua dos Bons Amigos, o trânsito de pesados esteve interdito naquela artéria desde 1997 e a interdição durou por vários anos. Os moradores acabaram por ser atraídos para o local pelo suposto descanso que o mesmo poderia proporcionar. Em Setembro do ano passado o interposto Santos e Vale veio alterar a vida destas pessoas.

A autarquia de Alenquer manifesta-se empenhada em resolver o problema e no passado mês de Julho voltou a assegurar aos moradores que a solução passa por construir uma estrada alternativa destinada ao trânsito destes veículos pesados. De acordo com Maria Helena Nuno, são às centenas os camiões que passam diariamente por uma estrada que entre casas de habitação não terá mais de 7 metros de largura.

Recorde-se que o executivo da autarquia de Alenquer já tinha realizado uma reunião com os moradores da localidade da Passinha em Setembro do ano passado para abordar este assunto. A comunidade da Passinha tem demonstrado reiteradamente preocupação pelo impacto causado pela zona industrial envolvente à aldeia. Pedro Folgado apresentou na altura medidas destinadas a minimizar o efeito destes impactos da indústria nas povoações envolventes à zona Industrial.

Refira-se que a construção do armazém de logística da empresa Santos e Vale motivou a contestação dos moradores do Passinha, que estiveram representados nesta reunião realizada em Outubro de 2020 por Maria Helena Nuno e pela advogada Liliana Medeiros. Estiveram ainda presentes na altura e a título individual António Carvalho, de Casais Novos; e Jorge Conceição, de Obras Novas.

Na reunião, agendada por iniciativa do município, foram apresentadas as propostas dos Planos de Zonamento Industrial e dos Corredores Viários da zona industrial do eixo Carregado-Alenquer, previstos no futuro Plano Diretor Municipal. Pedro Folgado explicou que, e citamos, “tem sido intensa a procura das empresas para se estabelecerem no local, tendo sido preocupação deste executivo assegurar que esse crescimento se processa de uma forma ordenada e acompanhada de acessibilidades e de outras medidas passíveis de diminuir o impacte nas zonas urbanas envolventes“.

Em relação ao licenciamento do armazém logístico que tem sido alvo da contestação popular na Passinha, foi referido que em 2016 foi feito um pedido de informação prévia para construção de Fração A – Armazém de Distribuição e Fração B – Armazém de produtos secos, totalizando uma área de implantação de 15.000 m2 e uma área de construção de 15.800 m2, uma volumetria de 180.000 m3 e uma cércea de 12 metros.

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VIAAlexandre Silva
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