Serra de Montejunto tem estatuto de Paisagem Protegida há 22 anos

A Paisagem Protegida da Serra de Montejunto assinala por estes dias 22 anos de existência. Esta área protegida de âmbito regional é partilhada pelos municípios de Alenquer e Cadaval e a sua criação data de 1999.

A Paisagem Protegida da Serra de Montejunto assinala por estes dias 22 anos de existência. Esta área protegida de âmbito regional é partilhada pelos municípios de Alenquer e Cadaval e a sua criação data de 1999, tendo sido criada com o objetivo de conservar a natureza e valorizar o património natural.

O surgimento da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto perseguiu igualmente o objetivo de alcançar a promoção do repouso e do recreio ao ar livre, em equilíbrio com os valores naturais salvaguardados. Realce para a raridade das espécies de fauna e flora presentes nesta zona, o seu valor ecológico e importância paisagística, e ainda a relevância do património natural, cultural e científico.

Acrescente-se que denominação permite um sistema de gestão territorial de carácter especial, que preserva e valoriza os recursos endógenos. No âmbito desta celebração, os municípios de Alenquer e Cadaval desenvolveram no último fim de semana um conjunto de atividades que tiveram como ponto de encontro o Centro de Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto.

A Serra de Montejunto localiza-se numa faixa de 15 quilómetros de comprimento e 7 quilómetros de largura, com uma área de 4500 hectares. Nesta encontram-se três concelhos que ocupam o território da serra: o Concelho de Alenquer a Sul, representado pelas freguesias de Vila Verde dos Francos, Cabanas de Torres e a Abrigada; o Concelho do Cadaval que se estende no sentido SW – NE, composto pelas freguesias de Vilar, Lamas e Cercal; e ainda uma pequena porção do território do Concelho da Azambuja.

A vegetação que reveste esta formação de natureza calcária resulta da adaptação da mesma às condicionantes bioclimáticas, verificando-se o predomínio da azinheira e do carrasco, carvalhais de carvalho cerquinho e tomilhais, alternado por um coberto vegetal de eucaliptal, normalmente introduzido. O padrão de ocupação do solo divide-se em floresta, prados e áreas de matos, alternados por áreas ardidas, que marcam fortemente a paisagem da Serra. Em termos florísticos a Serra de Montejunto combina o alecrim, o rosmaninho, a rosa albardeira e várias espécies endémicas e flores silvestres raras.

Já a fauna é dominada por uma grande diversidade de aves, répteis e anfíbios, existindo igualmente um número considerável de mamíferos que no seu conjunto constituem um legado ambiental de importante preservação e manutenção. A formação geológica predominante é calcária, sendo possível encontrar vestígios de rochas vulcânicas, como os doleritos e os basaltos. A Serra constitui o extremo Sudoeste do Maciço Calcários Estremenho, tendo como limites as falhas de Rocha Forte, de Pragança e de Tojeira atribuindo um relevo anticlinal faseado por vertentes abruptas.


Pedro Folgado: “Gostaria de ter a confiança dos alenquerenses para fechar ciclo de 12 anos”

Esta é a entrevista que fecha para já o ciclo de conversas com os candidatos à presidência da autarquia de Alenquer em 2021. Pedro Folgado é recandidato pelo PS e pede aos alenquerenses oportunidade para encerrar um ciclo de 12 anos à frente da autarquia. Veja a entrevista já de seguida.

VIAAlexandre Silva
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