Presidentes de 5 freguesias de Azambuja unidos contra a desgraça da falta de médicos de família

Os presidentes de 5 juntas de freguesia do Concelho de Azambuja uniram esforços e tomaram uma posição contra a desgraça da falta de médicos que assola as populações residentes nessas freguesias.

Os presidentes de 5 juntas de freguesia do Concelho de Azambuja uniram esforços e tomaram uma posição contra a desgraça da falta de médicos que assola as populações residentes nessas freguesias. Aveiras de Cima e de Baixo, Vale do Paraíso, Alcoentre e Vila Nova da Rainha padecem do mesmo problema: decréscimo do número de médicos de família.

Esta progressiva redução do número de clínicos terá mesmo dado origem ao encerramento das extensões de saúde de Vale do Paraíso, de Aveiras de Baixo e de Vila Nova da Rainha. Os utentes de Vale do Paraíso e de Aveiras de Baixo foram encaminhados para Aveiras de Cima, onde atualmente existe somente um médico para dar resposta a 6 mil pessoas inscritas.

Já em Alcoentre existem 2500 pessoas inscritas e nem um médico de família. Caso idêntico no que diz respeito aos utentes de Vila Nova da Rainha, que foram transferidos para Azambuja após o encerramento da respetiva extensão de saúde. Atualmente são uma centena os residentes nesta freguesia que não têm médico de família. “Os nossos fregueses esperam meses por uma consulta e semanas por uma simples receita“, queixam-se em uníssono os cinco autarcas.

Chegámos a um ponto de rutura que não pode continuar por ser inaceitável“, acrescentam igualmente os presidentes das freguesias em causa, reforçando a exigência que os move em sintonia: “As autoridades responsáveis têm o dever de olhar para esta realidade do Concelho de Azambuja e de encontrar respostas que sirvam os interesses da população“.

Os autarcas locais relembram que os médicos que são colocados num determinado local podem voltar a concorrer para uma nova colocação 6 meses mais tarde, sem que tal mudança signifique uma penalização para o clínico. “Deveria haver um determinado grau de responsabilidade exigido a estes médicos quando aceitam ser colocados numa determinada extensão de saúde“, opinam os presidentes de junta unidos.

VIAAlexandre Silva
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