Paúl de Manique vandalizado e destruído por animais irracionais

O Paúl de Manique do Intendente foi vandalizado nas últimas horas e ficou parcialmente destruído. As estruturas edificadas pela autarquia foram alvo da fúria de alguns irracionais com forma de humanos.

O Paúl de Manique do Intendente foi vandalizado nas últimas horas e ficou parcialmente destruído. As estruturas edificadas pela autarquia foram alvo da fúria de alguns irracionais com forma de humanos. “Depois de meses a mostrar o melhor do Paul de Manique é com profunda mágoa que constatamos o triste cenário que encontrámos”, refere fonte da Câmara de Azambuja.

A mesma fonte acrescenta: “Quando o esforço de muitos é deitado ao chão pela falta de civismo de alguns, constatamos que um puro ato de vandalismo destrói o património e os valores de todos nós”. Placas de sinalização, caixotes do lixo e ripados de proteção foram algumas das estruturas danificadas pelos animais irracionais que por ali destilaram veneno e destruição.

Recordamos que decorreu no passado dia 30 de outubro a apresentação do projeto “Paúl Natura – Conhecer para Proteger”. Este projeto privilegia ações que contemplam a promoção do património natural – bio e geodiversidade, e do papel dos serviços prestados pelos ecossistemas, abarcando iniciativas de formação e capacitação, de sensibilização ambiental e de participação ativa da comunidade.

Este projeto viu recentemente a sua candidatura ao Fundo Ambiental ser aprovada. Com um investimento total previsto de cerca de 68 mil euros, o programa foi cofinanciado pelo Fundo Ambiental em 70 por cento. A dar corpo a esta candidatura, ligada à educação ambiental, o Município de Azambuja integra um consórcio em parceria com mais três entidades: a União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa, o Agrupamento de Escolas do Alto de Azambuja e a Cooperativa de Formação e Animação Cultural.

O Paúl de Manique do Intendente é uma área com cerca de 97 mil metros quadrados e constitui um riquíssimo património natural de grande importância em termos de biodiversidade, nomeadamente em avifauna, já reconhecida a nível nacional. É um ecossistema com história e cerca de 18 hectares a proteger, com mais de 180 espécies identificadas, onde se podem encontrar cinco espécies simplesmente únicas, como o cágado-de-carapaça-estriada, o caimão-comum, a lontra, a cegonha-preta e o junco.

Recorde-se que a Câmara de Azambuja tem vindo a apostar na valorização e promoção deste espaço, e no ano passado avançou com a colocação de uma infraestrutura de observação da fauna e da flora do Paúl, que tinha como objetivo estimular o conhecimento, a proteção e a preservação deste ecossistema único e tão rico para o Concelho de Azambuja e para toda a região. A mesma estrutura que agora foi destruída.

VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR