Henriques desorientado: candidato do PSD para Alenquer perdido em trapalhadas e contradições

Perdido e desorientado. Este parece ser o estado de espírito de Nuno Miguel Henriques, o candidato que Duarte Pacheco impôs para o PSD se apresentar a eleições autárquicas em Alenquer. Depois de ter anunciado através do Fundamental o fim da coligação com o CDS local, Nuno Henriques diz agora que da sua boca nunca alguém terá ouvido algo sobre romper com a coligação.

Perdido e desorientado. Este parece ser o estado de espírito de Nuno Miguel Henriques, o candidato que Duarte Pacheco impôs para o PSD se apresentar a eleições autárquicas em Alenquer. Depois de ter anunciado por sua iniciativa através do Fundamental o fim da coligação com o CDS local, Nuno Henriques diz agora que da sua boca nunca alguém terá ouvido coisa alguma sobre romper com a coligação.

A verdade é que Nuno Miguel Henriques contactou o diretor do Fundamental no dia 17 de Março, uma quarta-feira, exatamente às 15 horas e 18 minutos. A conversa está registada na nossa base de dados áudio e durou 11 minutos e 54 segundos. Nessa mesma conversa o candidato afirmou, e citamos: “Amanhã sairá uma comunicação oficial sobre o fim da coligação, mas estou a ligar-lhe para que o Nuno possa dar a noticia em primeira mão“. Repetimos, está registado em áudio. No seguimento desse mesmo telefonema o Fundamental noticiou, e o candidato nunca desmentiu o conteúdo na notícia.

No mesmo contato telefónico o candidato Nuno Henriques garante que o fim da coligação foi uma decisão sua e acrescenta que vê este fim de coligação com naturalidade: “Queremos passar a mensagem e um sinal evidente de que o PSD se apresenta a estas eleições num espetro mais abrangente e não tão encostado a uma certa extrema direita“. Perante esta afirmação, Nuno Cláudio voltou a perguntar se tinha sido de Nuno Henriques a decisão de colocar um ponto final na coligação, obtendo de novo a confirmação do candidato. Tudo registado em áudio, voltamos a frisar.

Já no final da última semana e a outro órgão de comunicação social Nuno Henriques afirmou: “Da minha boca não se ouviu nada sobre essa questão de romper com a coligação, e até ao lavar dos cestos é vindima, porque somos tolerantes e estamos abertos“. O candidato considerou igualmente precipitada a candidatura de Mário Amaro, que assumiu a corrida à presidência da autarquia logo após o ponto final que Henriques colocou numa coligação com duas décadas, obviamente de forma precipitada e trapalhona.

Depois de ter percebido as consequências e o erro do seu passo precipitado, foi mais fácil ao candidato do PSD por Alenquer Nuno Miguel Henriques tentar desacreditar o conteúdo da notícia que ele próprio fez questão que publicássemos a 17 de Março, quando julgou que tal noticia lhe seria vantajosa. Um sinal do que Alenquer poderia vir a ter na liderança da Câmara a partir de Outubro caso Nuno Miguel Henriques vencesse as eleições? Fica à consideração do leitor tal conclusão.

VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR