Falta de higiene e civismo revoltam empresários do Quiosque no Largo das Finanças em Alenquer

A gerência do Quiosque Bravíssimo está à beira de perder a paciência com aquilo a que apelidam de falta de civismo de alguns utentes anónimos que insistem em deixar o WC e a sala de espera deste espaço no centro de Alenquer num estado lastimoso.

A gerência do Quiosque Bravíssimo está à beira de perder a paciência com aquilo a que apelidam de falta de civismo de alguns utentes anónimos que insistem em deixar o WC e a sala de espera deste espaço no centro de Alenquer num estado lastimoso. Urina, sangue e fezes espalhadas pelo chão acabam por ser o cenário marcante a cada dia que passa.

O Quiosque Bravíssimo fica situado nas instalações da empresa de transportes Boa Viagem, na Avenida Jaime Ferreira, quase paredes meias com a Repartição de Finanças de Alenquer. Embora pertença do Grupo Barraqueiro, a manutenção do espaço está a cargo da gerência do Quiosque Bravíssimo, que há cerca de 3 anos está situado no interior destas instalações.

Para além do Quiosque, o espaço tem uma sala de espera para clientes da empresa Boa Viagem e ainda uma casa de banho que à partida deveria ser destinada também a estes utentes. O problema é que qualquer pessoa acede a este WC sem que os responsáveis pelo quiosque consigam controlar ou mesmo impedir este acesso. E o resultado significa uma grande dor de cabeça para estes empresários de Alenquer.

De acordo com Fernanda Correia, gerente do Quiosque Bravíssimo, não há dia em que não se depare com um cenário de dar vómitos nas casas de banho, que frequentemente estão imundas. “Fezes pelo chão, urina, um nojo“, relata a empresária, que só consegue estancar este género de abuso quando resolve encerrar o espaço. O problema é que neste caso os utentes da Boa Viagem ficam sem sala de espera disponível, o que acaba por tocar no coração de Fernanda Correia, sobretudo nos dias de frio e de chuva.

De acordo com esta empresária, o problema está mesmo na falta de civismo que algumas pessoas acabam por transportar para as casas de banho e sala de espera daquele espaço privado de porta aberta ao público. Ainda ontem, segunda-feira, Fernanda Correia deparou-se com uma grande quantidade de sangue no chão e nas paredes da sala de espera, conforme a fotografia desta reportagem documenta.

Perante este achado “macabro”, a empresária chegou mesmo a pensar solicitar a intervenção das autoridades, já que não consegue imaginar a origem de tanta quantidade de sangue a escorrer pelas paredes. Acima de tudo, Fernanda Correia apela ao civismo de todos os que utilizam aquele espaço pertença da Boa Viagem já que, assegura, não tem mãos a medir diariamente no que toca à limpeza e higienização do WC e sala de espera do mesmo.

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VIAAlexandre Silva
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