Condições do trabalho dos funcionários da Santa Casa da Merceana foi alvo de queixa às autoridades

Foi apresentada uma denuncia à Autoridade para as Condições do Trabalho relacionada com as condições em que muitos dos cerca de 100 colaboradores da Santa Casa da Misericórdia da Merceana têm desenvolvido o seu trabalho nesta instituição desde que a pandemia de Covid-19 faz parte das nossas vidas.

Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia da Merceana está a braços com um surto de Covid-19 que atinge utentes e funcionários. Tal como o Fundamental noticiou nas últimas horas, são 46 os utentes infetados e 9 os funcionários que testaram positivo, num universo de cerca de uma centena de colaboradores que trabalham nesta instituição.

De acordo com a queixa apresentada, para a grande maioria deste universo de colaboradores não terá sido dada pela Direção da Instituição a possibilidade de realização de teletrabalho aos trabalhadores considerados não essenciais. Também não foram organizadas ou mantidas equipas de trabalho em espelho ou equacionada a possibilidade da realização de horários de trabalho desfasados entre os trabalhadores, ainda de acordo com a mesma queixa.

Refira-se que os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Aldeia Galega da Merceana estão distribuídos pelas valências de Unidade de Cuidados Continuados, Clínica Médica, Equipa de Ação Social, Equipa do Rendimento Social de Inserção, Estrutura Residencial para Idosos, Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Creche, Jardim de Infância, CATL, Serviços Administrativos, entre outras.

O Fundamental questionou a Direção da Santa Casa da Misericórdia da Merceana acerca do conteúdo desta queixa. Em concreto, pedimos à Provedora da instituição uma posição sobre esta situação de que tivemos conhecimento, perguntando se os factos apresentados nesta queixa correspondem à realidade. Até ao momento e 26 horas depois não recebemos qualquer resposta da instituição à nossa solicitação.


“Há pessoas no Banco Alimentar que há semanas tinham vida perfeitamente normal” (Nelson Neves)

Nelson Neves afirma que os números atuais da Covid-19 em Portugal são o reflexo de uma má gestão política, a mesma que permitiu abertura em época de Natal que agora é espelhada nos valores avassaladores dos mapas epidemiológicos.

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