Fleximol declarou insolvência – Câmara do Cartaxo promove reunião para apoiar trabalhadores

A Fleximol está insolvente desde esta segunda-feira. A Câmara do Cartaxo vai promover uma reunião de trabalho para apoiar os trabalhadores quanto ao apoio social e ao efetivo cumprimento de todos os seus direitos. A garantia foi dada por Pedro Ribeiro.

A empresa Fleximol está insolvente desde esta segunda-feira, dia 11 de Janeiro. A Câmara Municipal do Cartaxo vai promover uma reunião de trabalho para apoiar os trabalhadores em todos os procedimentos burocráticos necessários ao apoio social e ao efetivo cumprimento de todos os seus direitos. A garantia foi dada por Pedro Ribeiro.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, a reunião vai decorrer no Centro Cultural do cartaxo já amanhã, quarta-feira, dia 13 de janeiro, às 15h00. O autarca convocou os serviços municipais de Desenvolvimento Económico e Empreendedorismo, assim como os serviços de Ação Social e Saúde e solicitou a presença do Instituto de Emprego e Formação Profissional, da Segurança Social, do administrador da insolvência e dos representantes legais dos trabalhadores.

Recorde-se que já em Julho passado a situação da Fleximol preocupava o Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo. Pedro Ribeiro pediu na altura ao Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social o agendamento de uma reunião com a presença de ambos e uma visita ao local. A Fleximol exportava então cerca de 90% da sua produção e a sua situação agravou-se com a pandemia sendo que em Julho de 2020 entrou em processo de insolvência.

A insolvência da Fleximol “terá efeitos devastadores na nossa economia local e numa população já fragilizada e afetada com a situação de pandemia que vivemos, sem fim à vista”, referiu o autarca por essa ocasião. A empresa fica situada na Zona Industrial do Cartaxo, em Vila Chã de Ourique, e empregava cerca de uma centena de trabalhadores.

A relevância desta empresa que empregava 96 trabalhadores era indiscutível no panorama nacional e local e o seu encerramento terá repercussões na economia local, mas os problemas sociais associados também me preocupam”, acrescentava então Pedro Ribeiro, que complementava: “São famílias inteiras que, num período já difícil, em que as consequências da pandemia da doença Covid-19 se fazem sentir em muitos níveis, se veem agora na perspetiva de perder o seu emprego e o seu sustento”.

Nesse sentido, o presidente da Câmara Municipal endereçou na altura um ofício ao Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, solicitando um pedido de agendamento de reunião. Este encontro veio a suceder e contou com as presenças de representantes da CGTP, da empresa e dos trabalhadores. Refira-se igualmente que a Fleximol abriu portas em 1991 e fornecia os fabricantes de camiões mais reputados na Europa, sendo ainda fornecedora exclusiva para as linhas de montagem em Portugal da Mitsubishi e Toyota. Chegou ontem ao fim o percurso desta empresa.

VIAAlexandre Silva
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