Direção da CERCI de Azambuja demite-se em bloco

A direção da CERCI de Azambuja está demissionária desde o passado sábado de forma surpreendente, tendo em conta que o mandato que resultou das últimas eleições tem a duração de 4 anos. Recorde-se que o ato responsável pela eleição da atual direção teve lugar em Fevereiro de 2020.

A direção da CERCI Flor da Vida de Azambuja está demissionária. O organismo reuniu no passado sábado e acabou por se demitir de forma surpreendente, tendo em conta que o mandato que resultou das últimas eleições tem a duração de 4 anos. Recorde-se que o ato responsável pela eleição da atual direção teve lugar em Fevereiro de 2020.

José Manuel Franco foi questionado pelo Fundamental acerca das razões desta surpreendente demissão do corpo diretivo da instituição sediada em Azambuja. Franco deu a entender não pretender alongar-se muito sobre o assunto nesta fase dos acontecimentos, afirmando apenas, e citamos, que “todas as coisas têm um ciclo e entendemos em conjunto que este ciclo da atual direção da CERCI terminou por não haver condições para continuar“.

José Franco acrescenta: “A fase que se segue é igualmente crucial, de consolidação e definição de um Plano Estratégico para os próximos três anos, que privilegie o lançamento de projetos, suportado por trabalho de equipa, boa relação entre pares e comunicação a uma só voz, situação que não se tem verificado ultimamente“.

O ainda presidente da Direção da CERCI refere a este propósito: “Esta situação talvez seja uma consequência do desgaste causado pela atual realidade e surto com que a instituição se viu confrontada, para além de outras problemáticas. Foi avaliada a possibilidade de encontrar soluções para a continuidade, mas sem sucesso“.

O Presidente da Direção da CERCI destaca que a instituição nestes cerca de 10 meses de mandato inverteu por completo o ciclo negativo em que tinha mergulhado nos últimos anos, tendo recuperado a sua credibilidade ao nível financeiro. José Franco evidenciou ainda o que considera ser a boa gestão nestes meses de mandato, referindo como exemplo os projetos em curso para a Quinta das Rosas ou a forma como a instituição enfrentou os casos de Covid-19 que foram identificados na CERCI.

Franco deixou ainda no ar a necessidade de, na sua opinião, a instituição ter necessidade de ser governada noutro patamar de exigência e de responsabilidade. O ainda presidente da CERCI de Azambuja não descarta a possibilidade de vir a liderar a próxima direção da instituição desde que a mesma seja constituída por pessoas que, no seu entender, tenham disponibilidade e capacidade para abraçar este projeto.

Na base deste final inesperado da atual direção da CERCI poderão estar divergências entre o presidente de direção e os restantes membros do corpo diretivo quanto à forma de entender o ato e a postura de gestão da CERCI, às quais José Manuel Franco entendeu para já não se referir de forma mais pormenorizada. Acrescente-se que esta demissão em bloco diz respeito somente ao corpo diretivo da CERCI. Nesta fase tanto Assembleia Geral como Conselho Fiscal mantém-se em funções, cabendo à mesa da Assembleia tratar do processo organizativo de novo ato eleitoral.

VIAAlexandre Silva
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