CERCI de Azambuja tem 14 casos de Covid – “Passei últimas noites em branco”, garante José Franco

A CERCI de Azambuja tem oficialmente doze utentes positivos para a Covid-19 e ainda duas funcionárias. De acordo com José Manuel Franco há também a possibilidade de haver mais dois utentes e uma funcionária que testaram positivo.

A CERCI de Azambuja tem oficialmente doze utentes positivos para a Covid-19 e ainda duas funcionárias. De acordo com José Manuel Franco há também a possibilidade de haver mais dois utentes e uma funcionária que testaram positivo, estando neste caso a instituição a aguardar a confirmação dos testes posteriores aos testes rápidos.

Não tenho memória da última noite em que dormi descansadamente, e as últimas foram mesmo em branco“, desabafa Franco, o Presidente da Direção da CERCI. Depois de ter realizado um trabalho notável de recuperação desta instituição, Franco assume agora o comando de uma equipa que também luta contra a Covid-19 em alguns dos seus utentes e funcionários.

José Manuel Franco explica que foram detetados sintomas ligeiros pelo médico da instituição, o que levou a que a testagem fosse alargada a todos os utentes e funcionários. “Temos utentes com patologias graves e que obrigam a uma total dependência, desde os banhos às mudanças de fraldas, comida e medicação à boca, pelo que nestas pessoas o grau de risco é maior“, relembra o dirigente, dando a entender o grau de exigência deste desafio que, de facto, não é para todos.

A CERCI colocou em marcha na passada sexta-feira o plano de contingência a um nível mais elevado, separando na residência da instituição os utentes que testaram positivo dos que testaram negativo. Os funcionários que testaram positivo estão em isolamento na instituição, cumprindo rigorosamente com as indicações da Direção Geral de Saúde e cuidando dos utentes que também testaram positivo. Já o Centro de Atividades Operacionais foi encerrado a utentes externos.

Vamos recorrer a todos os mecanismos previstos no plano de contingência da CERCI tendo em conta as orientações da Direção Geral de Saúde para estes casos“, assegura José Manuel Franco, que reforça a vontade de continuar a fazer, e citamos, “tudo como deveria ser feito, que foi o que fizemos até hoje, mas evitar que não houvesse casos seria quase missão impossível, pois há variáveis que não conseguimos controlar e que não dependem de nós“.

A CERCI de Azambuja tem exatamente 82 colaboradores, com tudo o que este número significa de vivências sociais e familiares próprias. Depois há os utentes externos e os utentes residentes. Os externos são 17, entram às 9 horas e saem às 5 horas, estando naturalmente inseridos nos seus próprios contextos familiares, que a instituição não controla de todo. E há 23 utentes internos, que vivem na CERCI em Azambuja.

Franco realça que o Centro de Atividades Operacionais acolhe durante o dia tanto os utentes internos como os externos, pelo que os cenários de contágio seriam virtualmente impossíveis de contrariar. “São 82 colaboradores e mais 40 utentes, sendo que os colaboradores e 17 utentes externos fazem vida lá fora, naturalmente com as suas famílias“, reforça ainda o dirigente, dando a perceber o enorme desafio que constituía manter a CERCI aparte de um cenário de contágio.

VIAAlexandre Silva
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