
Luís de Sousa voltou a insurgir-se com indignação contra o facto da empresa Triaza vedar o acesso da Comissão de Acompanhamento à fiscalização das atividades do aterro. Os autarcas com representação na Câmara de Azambuja vão caminhar unidos pelo fecho desta lixeira em data a acordar ainda no decorrer da reunião que está a ter lugar em Azambuja na tarde desta terça-feira.

Sousa referiu a este propósito: “Um munícipe qualquer deseja construir um galinheiro e está logo lá em casa a fiscalização da Câmara, e este proprietário faz o que quer e veda a entrada às autoridades, como se nós não tivéssemos voz ativa no que se passa no nosso território concelhio“. O Presidente da Câmara levantou mesmo a possibilidade de chamar as autoridades policiais para poder entrar no aterro e fiscalizar as atividades que ali ainda acontecem.

Luís de Sousa reforçou a ideia dirigindo-se a David Mendes: “Se o senhor vereador quiser fazer uma casota para o seu cão sem licença leva logo uma coima de 500 euros, e esta entidade nem sequer permite que as autoridades entrem no aterro para verificar essas movimentações de terra que estão em discussão”. O autarca ameaça com a GNR: “Se não nos deixam entrar vamos recorrer às autoridades competentes para ver se afinal nos deixam ou não fiscalizar o aterro”.

Já David Mendes acusa o PSD de politizar esta situação relacionada com o aterro. “O PSD continua a surfar nesta onda e a causar alarmismos desnecessários com este assunto“, atira o eleito da CDU dirigindo-se a Rui Corça. O vereador social democrata respondeu à letra: “Acho a sua intervenção completamente ridícula, culpar o PSD pela entidade Triaza não permitir que a Comissão visite o aterro e por essa via saibamos o que lá se passa“.
Corça acrescentou: “Recordo-lhe que o PSD sempre esteve contra este aterro; se alguém aqui está a surfar é a CDU, que anda atrás da onda a ver se a apanha, porque a perdeu em tempo oportuno“. O eleito social democrata reforçou a coerência que na sua opinião é apanágio da força política que representa neste contexto.
Luís de Sousa acrescentou a este propósito: “Não foi por causa do vereador Rui Corça ou da sua força política que nós retrocedemos em relação a este aterro: fomos nós que decidimos acompanhar o pensamento da população, vimos que não estávamos corretos na decisão que tomámos inicialmente e mudámos a nossa posição para servir as pessoas e apoia-los nessa intenção de encerrar o aterro, que é a vontade do povo“.

António José Matos também lembrou neste contexto: “Grande parte das pessoas ficou desperta para este problema depois daquela enorme quantidade de camiões que ali começaram a deixar matérias perigosas, mas recordo que a revogação do interesse municipal daquela atividade já vem de há mais tempo e foi nesse sentido que concertámos esforços para iniciar o processo de colocar um fim naquele aterro“.

















