Mãe do aluno com Covid da EBI Carregado indignada: “Meu filho foi abandonado pela escola”

A mãe do aluno do nono ano da EBI do Carregado que está infetado com o coronavírus afirma-se indignada com a falta de acompanhamento escolar a que garante que o filho está exposto. Débora Nobre pediu que o filho pudesse ter aulas pela internet, mas este pedido foi negado.

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A mãe do aluno do nono ano da EBI do Carregado que está infetado com o coronavírus afirma-se indignada com a falta de acompanhamento escolar a que garante que o filho está exposto. Débora Nobre revela que nesta quarta-feira reuniu com a diretora da escola a quem pediu que o filho pudesse ter aulas pela internet, mas este pedido foi negado.

A mãe de Gonçalo fala abertamente e sem complexos desta situação pela qual o filho Gonçalo está a passar. Mostrando uma postura muito positiva e desinibida dos constrangimentos que ainda atormentam, infelizmente, muitas pessoas no âmbito desta doença, Débora contou ao Fundamental que os colegas do filho disponibilizaram uma webcam para que o Gonçalo pudesse assistir às aulas a partir de casa, mas o pedido foi negado.

A minha indignação maior reside no facto do Gonçalo estar desde quarta-feira em casa sem acompanhamento escolar“, afirma Débora Nobre. A mãe acrescenta: “Neste momento os alunos que tenham o azar de estar em isolamento ou infetados não têm qualquer tipo de acompanhamento ou contacto com a escola, e isto é uma discriminação brutal para um menino que está no nono ano e que tem que decidir que área escolhe para o próximo ano“.

Débora Nobre afirma que a Associação de Pais já está ao corrente do que se passa com o Gonçalo, que agora permanece isolado em casa e sem poder assistir às aulas via internet, sem qualquer contato com a EBI do Carregado. A mãe relembra: “O Gonçalo só sabe que está positivo porque eu paguei para ele fazer o teste. Há aqui qualquer coisa que está errada, para mais tratando-se de um jovem em idade escolar“.

A mãe de Gonçalo ressalva um aspeto de todo importante: “Os professores são todos acima dos 50 anos e a diretora de turma do Gonçalo é uma pessoa com doenças de risco, pelo que eu considero que deveria haver nestas situações outro tipo de acompanhamento, que não há“.

Débora Nobre conta como o filho terá sido apanhado pela Covid-19: “Nós tivemos contacto com uma pessoa infetada no fim de semana de 3 a 5 de Outubro, e essa pessoa só soube que estava infetada na semana seguinte. Na terça-feira liguei para a Saúde 24 informando do sucedido e disseram-me para fazermos a nossa vida normal dado que não eramos contacto direto com a pessoa positiva“.

Ainda sem saber se a pessoa com quem tinham estado testara positivo, mas uma vez que esta mesma pessoa apresentava alguns sintomas, Débora Nobre decidiu que o Gonçalo não iria à escola, ainda que o jovem não apresentasse quaisquer sintomas. “Como mãe e cidadã, procuro fazer as coisas o mais corretamente e nesse sentido o Gonçalo já não foi à escola nem na quarta nem na quinta-feira“.

Débora Nobre decidiu então realizar o teste da Covid-19 ao filho por sua conta, já que a Saúde 24 informara a progenitora de que não havia necessidade de efetuar o teste. Afinal o Gonçalo estava positivo. Débora informou então o diretor da EBI do Carregado de que tinha decidido que o jovem não ia à escola. Débora conta ao Fundamental que tanto ela como o filho realizaram o teste na Cruz Vermelha, naturalmente a suas expensas. Já o marido fez o teste através da GNR, uma vez que é militar de carreira.


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VIAAlexandre Silva
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