Aveiras sem terreno para novas sepulturas – Sousa garante ter solução para novo cemitério

O cemitério de Aveiras de Cima não tem mais terrenos para novas sepulturas. A Câmara de Azambuja já adquiriu o terreno contíguo ao do atual cemitério, mas o projeto ainda não está concluído e para já o novo cemitério ainda não tem data prevista para ser uma realidade.

O cemitério de Aveiras de Cima desde há muito que não tem mais terrenos para que neles possam ser abertas covas destinadas a sepulturas. A Câmara de Azambuja já adquiriu o terreno contíguo ao do atual cemitério, mas o projeto ainda não está concluído e para já o novo cemitério não tem data prevista para ser uma realidade.

Esta é uma questão que mexe com a sensibilidade das pessoas de Aveiras de Cima, até pela forma como é compreendida num contexto cultural. Atualmente enterram-se corpos por cima de corpos, sobrepondo-se caixões em covas de família. Alguns caixões ficam praticamente colocados à superfície do solo. Neste momento a Junta de Freguesia confessa não ter soluções ao nível do espaço físico para abrir novas sepulturas.

António Torrão explicou ao Fundamental alguns aspetos deste processo, que tanto preocupa os habitantes de Aveiras de Cima: “O terreno para o novo cemitério está adquirido desde há dois anos e a Câmara neste momento está a elaborar o projeto. Ainda ontem falei com o Presidente, que me deu essa garantia“, assegura o Presidente da Junta de Aveiras de Cima. “Primeiro não tínhamos terreno, e agora que o temos há dois anos andamos atrás de um projeto“, acrescentou Torrão.

O Presidente da Junta de Aveiras explicou ainda que, e citamos, “as campas são propriedade das pessoas, não são propriedade da Junta; as pessoas é que são responsáveis pelas pedras que são retiradas e que depois ficam encostadas às paredes. A Junta tem facilitado neste processo, pois não queremos obrigar as pessoas a levar as pedras para casa ou coisa do género, mas essa responsabilidade não é da Junta de Freguesia“, concluiu António Torrão.

O Presidente acrescenta: “Algumas das pedras que lá estão encostadas às paredes são para voltar a colocar nas campas e outras serão para eliminar, mas as pessoas proprietárias dessas pedras é que terão de falar com a agência funerária para que as mesmas sejam colocadas, pois essa não é uma responsabilidade nossa“. Torrão relembra que são as agências funerárias que são pagas para efetuar estes serviços.

O Fundamental também falou hoje com Luís de Sousa sobre o novo cemitério de Aveiras de Cima. O Presidente da Câmara de Azambuja assegurou estar totalmente empenhado na construção deste novo equipamento, mas revelou que existem algumas questões burocráticas e processuais que terão de ser ultrapassadas. Sem se alongar em pormenores, o autarca líder do executivo municipal garantiu que está bem ciente do problema do cemitério em Aveiras e assegurou que a Câmara tem uma solução para tornar o projeto realidade o mais breve possível.

Luís de Sousa assegurou igualmente que a solução para o novo cemitério de Aveiras de Cima está a ser conduzida com o pleno conhecimento de António Torrão, o Presidente da Junta de Freguesia de Aveiras, que já citámos neste artigo. “Não posso para já adiantar datas; a obra do novo cemitério é uma parceria com as Águas de Azambuja, porque comprámos o terreno com a condição de deixar passar uma conduta paralela ao muro, e em contrapartida a empresa transferirá para a Câmara a verba equivalente ao custo da construção do muro“, explicou ainda Luís de Sousa.


Presidente da Cruz Vermelha do Carregado: “Covid-19 está para ficar nas nossas vidas”

Vítor Fernandes é o mais recente convidado de Nuno Cláudio para a grande entrevista no Fundamental Canal. O Presidente da delegação do Carregado da Cruz Vermelha falou do momento em que vive a instituição e contou como foram vividos os primeiros tempos de pandemia por parte de efetivos e voluntários deste núcleo de Alenquer.

VIAAlexandre Silva
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