Megacentral fotovoltaica na Torre Bela divide PS e oposição na Câmara de Azambuja

A Quinta da Torre Bela poderá vir a acolher uma central fotovoltaica com 775 hectares de dimensão. O projeto foi apresentado à Câmara de Azambuja e discutido esta tarde na reunião do executivo camarário. PSD e CDU votaram contra mas a proposta acabou por ser aprovada pela maioria socialista. 

A Quinta da Torre Bela poderá vir a acolher uma central fotovoltaica com 775 hectares de dimensão. O projeto foi apresentado à Câmara de Azambuja e discutido esta tarde na reunião do executivo camarário. PSD e CDU votaram contra mas a proposta acabou por ser aprovada pela maioria socialista. 

Este projeto foi apresentado pela parceria de empresas CSRTB e Aura Power e contempla a construção de uma área de 775 hectares de painéis fotovoltaicos, que produzem energia a partir da inesgotável fonte solar. Ao mesmo tempo foi apresentado na autarquia um outro projeto similar pela empresa Iberdrola, este com cerca de 200 hectares a ser construído em Vila Nova da Rainha.

Refira-se que a autarquia terá de recorrer à figura jurídica do interesse público municipal para aprovar um projeto desta natureza na Quinta da Torre Bela, cuja área ocupada estende-se nas freguesias de Alcoentre e União de Freguesias de Manique do Intendente, Maçussa e Vila Nova de São Pedro. O “interesse municipal” será a ferramenta utilizada para ultrapassar os constrangimentos impostos pelo obsoleto Plano Diretor Municipal, cuja revisão em Azambuja como em toda a parte é obra que não ata nem desta há longos anos.

A este propósito, Luís de Sousa referiu ao Fundamental: “Digo com sinceridade: não vejo com maus olhos um projeto desta natureza na Quinta da Torre Bela, onde só há eucaliptos, um autêntico barril de pólvora até para incêndios, sobretudo com a CLC ali mesmo à beira”. O autarca realça mesmo o facto da Companhia Logística de Combustíveis ter já dado um parecer favorável à construção deste parque de painéis fotovoltaicos.

A discussão em torno deste assunto acendeu os ânimos durante a reunião do executivo camarário que teve lugar na tarde desta terça-feira em Azambuja. Os dois vereadores do PSD e a vereadora da CDU votaram mesmo contra o projeto, alegando impactos negativos ao nível visual bem como no contexto da ocupação de terrenos supostamente agrícolas. Já a maioria socialista votou a favor do empreendimento, justificando que se trata de uma fonte de energia limpa, essencial para o futuro do próprio planeta e da humanidade.

O vereador António José Matos lembrou mesmo que a empresa promotora da central fotovoltaica da Quinta da Torre Bela prometeu sediar a sua atividade em Azambuja, com as vantagens que daí advêm para a economia local. Já o presidente da autarquia frisou que a maioria do território da Quinta da Torre Bela é ocupado por eucaliptos, justificando desta forma a mais-valia da instalação desta central.

De referir também que o projeto não depende exclusivamente da autarquia de Azambuja no tocante à sua aprovação final. Entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, Infraestruturas de Portugal ou a própria CLC terão de dar aval positivo ao projeto. Luís de Sousa acrescenta ainda que a autarquia exigirá contrapartidas aos promotores da central fotovoltaica.


“5300 alenquerenses querem reversão do serviço da água” – Carlos Ferreira em entrevista no F-Canal

Carlos Ferreira é um dos grandes dinamizadores do Movimento Alenquer Água Justa a par de Alfredo Trinca e de António Matos. Um ano depois da fundação do Alenquer Água Justa, Carlos regressa ao nosso estúdio para fazer um balanço destes derradeiros meses.

VIAAlexandre Silva
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