Oeste e Universidade Nova de Lisboa vão criar a primeira região inteligente do país

A Nova Information Management School da Universidade Nova de Lisboa e a Comunidade Intermunicipal do Oeste preparam-se para criar a primeira região inteligente do país. É mais um organismo presidido por Folgado a apostar nas energias alternativas.

A Nova Information Management School da Universidade Nova de Lisboa e a Comunidade Intermunicipal do Oeste preparam-se para criar a primeira região inteligente do país. É mais uma aposta de um organismo presidido por Pedro Folgado em energias alternativas e soluções modernas de sustentabilidade.

O ecossistema criado por esta parceria estratégica permite que a academia de excelência e a administração pública possam implementar modelos que ajudem o processo de tomada de decisão de políticas públicas e, simultaneamente, ajudem investidores e agentes económicos a desenvolver actividades económicas de efectivo valor acrescentado, baseado em dados factuais.

Para este fim, a NOVA IMS vai investir um milhão de euros para criar a primeira Plataforma Analítica Integrada de Inteligência Territorial Smart Region. O projecto piloto arranca no território da Comunidade Intermunicipal do Oeste e terá a duração de dois anos, período após o qual a plataforma Smart Region ficará disponível para ser replicada em todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores. Trata-se de um projecto colaborativo de criação conjunta de uma solução inovadora capaz de potenciar a economia da região assente no conceito de Smart Cities aplicada ao turismo inteligente e sustentável.

O projecto terá um investimento total de 999.843 euros, cofinanciados em 57% (569.410 euros) pelo Fundo Social Europeu. O potencial de retorno económico é calculado em 533.000 euros em 2021 e 2022, considerando a automatização de processos, cuja informação é actualmente recolhida de forma manual, poupanças com a deslocação aos municípios para esclarecimento de questões, redução da despesa com custos médios de comunicações móveis, entre outros.

Através desta plataforma será possível compreender a interacção das pessoas que vivem, trabalham ou visitam o território da CIM Oeste, com base nos dados do registo e utilização dos pontos de acesso Wi-Fi, envolvendo as dimensões espaço e tempo na análise. Por exemplo, conhecer o número e características de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação ou marcar pontos de interesse.

Em paralelo, irá permitir disponibilizar uma aplicação que melhora a experiência de quem visita a comunidade intermunicipal tirando partido do cruzamento de dados provenientes dos sistemas operacionais municipais com os dados originários das redes de Wi-Fi visando disponibilizar informação dinâmica no espaço e no tempo e suportando acções
de marketing de contexto, isto é, entregar informação personalizada em função do momento e local onde a pessoa se encontra.

Miguel de Castro Neto, Subdirector da NOVA IMS e Coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, afirma: “As capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais activa e participada”.

 

Para este especialista é “essencial dotar o território nacional e órgãos de soberania locais, regionais e nacionais de ferramentas que permitam uma tomada de decisão baseada em dados fidedignos e em tempo útil, como a actual pandemia bem evidenciou”.

VIAAlexandre Silva
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