
O Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, apresentou hoje publicamente a decisão de cancelamento das Festas do Colete Encarnado em 2020, que estavam agendadas para os dias 3, 4 e 5 de Julho. Uma decisão que o Presidente da Câmara considerou “dolorosa”, mas também a “mais responsável a tomar”, tendo em conta a situação de Pandemia por covid-19 que continua a verificar-se.

No mesmo sentido a Câmara de Alenquer também anunciou o cancelamento da edição de 2020 do evento Alma do Vinho. As razões invocadas são exactamente similares às referidas por Alberto Mesquita. Pedro Folgado e o executivo da Câmara de Alenquer optaram por não realizar o evento, ainda que o mesmo nos anos anteriores tenha tido lugar nos dias finais do mês de Setembro, pelo que a sua realização poderia “saltar” para os primeiros dias de Outubro, quando então já não vigorará a Legislação que está em vias de aprovação. Contudo, o Município de Alenquer optou pela via mais sensata tendo em conta o momento de pandemia que vivemos no País e no Mundo.

Em relação ao “Colete”, Mesquita refere: “O cancelamento das Festas do Colete Encarnado é uma decisão determinada pelo imperativo da salvaguarda da saúde pública e decorre também da Legislação em vias de aprovação na Assembleia da República, que determina a proibição de festivais de música e de outras iniciativas de natureza análoga até 30 de Setembro de 2020”.
O Colete Encarnado é um evento de larga escala, que decorre de forma dispersa por toda a cidade de Vila Franca de Xira e que atrai anualmente à cidade cerca de 250 mil visitantes. Face às características da Festa e aos condicionamentos impostos pelas Autoridades de Saúde e pela própria legislação, a Câmara Municipal concluiu ser impossível a sua compatibilização, nomeadamente no que respeita às regras de distanciamento social e à não-ocorrência de aglomerações de pessoas nos espaços públicos.

Já com 88 anos de história, este é o maior evento cultural e artístico promovido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, sendo também uma das maiores e mais emblemáticas Festas do Ribatejo. É uma iniciativa que presta homenagem à figura ímpar do Campino e que valoriza as tradições vila-franquenses ligadas ao trabalho no campo, aos toiros e aos cavalos e, de um modo geral, à Cultura Tauromáquica.
De acordo com as referências históricas existentes, este será o quarto ano, desde a sua primeira edição em 1932, que o Colete Encarnado não se realiza. Os anos em que comprovadamente não houve Colete Encarnado foram 1933, 1936 e 1942.
Perante diversos compromissos já assumidos com alguns artistas que integravam o programa de animação do Colete Encarnado, Alberto Mesquita informou que o Município irá honrar esses compromissos, no enquadramento do que está previsto pela Legislação em vigor.
Foi também sublinhada a confiança de que o Governo, através do Ministério da Cultura, não deixará de atender às necessidades específicas de apoio a este Sector, particularmente afectado pela interrupção de todos os eventos culturais e artísticos por todo o País – e onde se inclui a Cultura Tauromáquica –, com a agravante dessa interrupção se estender agora até ao final do Verão, período no qual se realiza grande parte dos eventos tauromáquicos.


















