Art Sullivan: recordar o dia em que o cantor Belga almoçou no restaurante do Fundamental

Art Sullivan partiu na noite da passada quinta-feira, dia 26 de Dezembro. O Fundamental recorda o dia em que Art Sullivan almoçou no restaurante do nosso jornal.

Art Sullivan visitou o Fundamental e almoçou no nosso restaurante a 26 de Março de 2009

Art Sullivan partiu na noite da passada quinta-feira, dia 26 de Dezembro. O ano terminou assim de forma triste para os fãs e apreciadores deste cantor Belga que fez furor nos anos 70 e deixou para a posteridade temas imortais. O Fundamental recorda o dia em que Art Sullivan almoçou no restaurante do nosso jornal.

Foi a 26 de Março de 2009. A morte de Sullivan ficou a dever-se a problemas de saúde. O intérprete, que teve o seu período de maior sucesso nos anos 1970, sofria de cancro no pâncreas. Com uma carreira concentrada sobretudo na década de 1970 — começou quando tinha pouco mais de 20 anos —, Art Sullivan gravou até 1978 êxitos pop como “Petite Demoiselle”, “Ensemble”, “Petite Fille Aux yeux Bleus”, “Donne Donne Moi” ou “Vivre d’amour, besoin d’amour”.

De resto, era bem conhecida a ligação a Portugal de Marc van Lidth de Jeude, o verdadeiro nome de Art Sullivan. A popularidade em território português era, de resto, maior do que a que tinha no seu país natal, a Bélgica. A garantia é dada pela própria imprensa belga, na hora da partida do cantor. Recorde-se que há apenas quatro meses, em agosto deste ano, Art Sullivan actuou nas Caldas da Rainha, fazendo o concerto de abertura da edição deste ano das Festas de Verão da Expotur.

O cantor actuou em Portugal em 1977, no auge da sua fama. Em 2007 chegou a ser anunciada a sua actuação nos coliseus de Lisboa e Porto, mas os concertos foram cancelados. A propósito do concerto este verão nas Caldas da Rainha, o locutor da Rádio Litoral Oeste, João Carlos Costa, publicou um texto no Facebook sobre o cantor: “Tranquilo, humilde, Art Sullivan brilhou de uma forma genuína e muito intimista na Expotur 2019, nas Caldas da Rainha, não só pelos sucessos que interpretou porque teve sempre a ajuda do público em todas as canções, mas pela sua presença ímpar”.

Ainda de acordo com este locutor da Rádio Litoral Oeste houve espectadores a deslocar-se para as Caldas da Rainha vindos de França, da Suíça, do Algarve, de Cascais, de Lisboa e do Porto. “Os seus fãs vieram de todo o lado e a sessão de autógrafos durou mais do que o próprio espectáculo”, assegurou João Carlos Costa. Refira-se ainda que há seis anos, em entrevista à revista Vip, Art Sullivan dizia que quando morresse queria que as suas cinzas fossem “deitadas ao mar, em Cascais”.

O cantor acrescentou: “Adoro Portugal, venho cá várias vezes por ano. Não é muito politicamente correto, mas costumo dizer que a Bélgica é o meu amor e Portugal a minha amante”. De recordar também que Art Sullivan tinha dez concertos agendados para este novo ano, de celebração dos 45 anos passados desde esse ano de 1974 em que ganhou notoriedade em Portugal. Ao todo, Art Sullivan terá vendido mais de dez milhões de cópias de discos.

No final dos anos 1970, o cantor, oriundo de uma família aristocrata, afastou-se — durante cerca de 25 anos — da música, partindo para os Estados Unidos da América e tentando uma carreira na televisão. Voltou depois à Bélgica e já no final da década de 2000 e durante os últimos nove anos foi dando alguns concertos.


VIAAlexandre Silva
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