Vladimiro de Matos no Fundamental Canal: “Senti vergonha quando decidi encerrar a M.A.Matos”

É a mais recente edição do "Conversas Com Fundamento": Vladimiro Matos foi o convidado de Nuno Cláudio para uma agradável conversa de cerca de 45 minutos durante os quais empresário e jornalista procuraram resumir quase três décadas de conhecimento e amizade.

É a mais recente edição do “Conversas Com Fundamento”: Vladimiro de Matos foi o convidado de Nuno Cláudio para uma agradável conversa de cerca de 45 minutos durante os quais empresário e jornalista procuraram resumir quase três décadas de conhecimento e amizade. Vladimiro de Matos tem 70 anos e é sobejamente conhecido em Alenquer pelas suas vertentes empresarial e autárquica.

Vladimiro abriu o seu coração e falou dos filhos, da empresa M.A.Matos e do movimento associativo a que presidiu e que defendeu os comerciantes e empresários de Alenquer. Recordou com saudade e emoção o falecido pai, Manuel António Matos, o fundador da empresa que haveria de catapultar para a ribalta na região. Confessou que durante muitos anos nada quis com as Caldas da Rainha, palco do acidente que vitimou progenitor e sogra.

O antigo empresário confessa ter orgulho nos dois filhos – Denise e Nuno Castilho de Matos – e garante estar satisfeito por estes terem seguido o seu próprio caminho, ainda que a dado momento da sua vida tenha alimentado a ideia de que os filhos haveriam de o suceder no comando do negócio que também herdara do seu pai.

A família é oriunda de Beja e Manuel António Matos veio para Alenquer nos anos quarenta para trabalhar na Base Aérea de Ota. Um acidente haveria de lhe roubar 3 dedos e acabaria por ser o responsável pelo inicio da carreira fulgurante do falecido progenitor. M.A.Matos era uma verdadeira escola de electricistas, muito conceituada na região.

Depois veio Vladimiro de Matos, o filho de Manuel António que aprendera o ofício com o progenitor. Deu nova alma à empresa, adaptou-a aos tempos modernos e potenciou o negócio criado pelo pai. De Manuel António herdou também o gosto pelo Comunismo, mas garante que a influência paterna não lhe toldou a capacidade decisória: “foi uma opção consciente”, assegura Vladimiro Castilho de Matos.

Pelo meio da conversa algumas referências a Alenquer, ao trabalho que foi desenvolvido pela ACICA – Associação Comercial e Industrial do Concelho de Alenquer – agremiação a que presidiu durante doze anos, e ainda as inevitáveis comparações entre a Alenquer contemporânea e a vila dos anos pujantes do século passado. Em suma, uma conversa que vale a pena seguir com atenção, no conforto do seu sofá.


VIAAlexandre Silva
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