Alenquer Água Justa: movimento em pé de guerra com concessionária e com Pedro Folgado

A iniciativa Alenquer Água Justa ganhou proporções consideráveis desde Maio. Na próxima semana terá lugar a Assembleia Municipal de Alenquer que os promotores do movimento pretendem utilizar como palco das suas reivindicações.

A iniciativa Alenquer Água Justa ganhou proporções consideráveis desde Maio. A página do movimento na rede social Facebook tem cada vez mais aderentes e multiplicam-se os post de utentes a denunciar situações ou a contestar o serviço da empresa Águas de Alenquer. Na próxima semana terá lugar a Assembleia Municipal de Alenquer que os promotores do movimento pretendem utilizar como palco das suas reivindicações.

Recorde-se que tudo começou com uma iniciativa do cidadão Alfredo Trinca, à qual o Fundamental deu destaque no mês de Maio. Desde então o Alenquer Água Justa não parou de crescer e de angariar utentes que apoiam o movimento. No inicio de Agosto o Fundamental entrevistou os três elementos que encabeçam o movimento: Alfredo Trinca, Carlos Ferreira e António Matos. A entrevista teve milhares de visualizações e chegou inclusive a todos os cantos do planeta, possivelmente onde existem alenquerenses emigrantes.

A 29 de Junho teve lugar uma caminhada de protesto que juntou cerca de sete dezenas de munícipes, mas nessa altura o movimento Alenquer Água Justa não teria seguramente a mesma dimensão dos dias de hoje, e há quem garanta que a mesma iniciativa replicada em Setembro teria muitos mais aderentes. A “teoria” é bem sustentada pela quantidade de assinaturas que a petição criada pelo Alenquer Água Justa já alcançou: 1142 à data de hoje. Os promotores da petição afirmam: “exigimos a redução da tarifa da água e saneamento e o regresso à municipalização da distribuição e extracção de água de Alenquer e Ota”.

Ainda no contexto desta petição, os promotores acrescentam: “Não se verificaram nenhumas vantagens dignas de menção para o concelho com esta concessão, antes pelo contrário. Pagamos a água mais cara de todo o distrito e dos distritos vizinhos. Não houve substancial criação de empregos, nem a qualidade da água distribuída melhorou. E não foi dada a oportunidade a investidores do concelho a adquirirem uma fracção desta empresa”.

A este propósito, Pedro Folgado não poupou o movimento, que apelidou de populista. “Valorizo este tipo de movimentos, mas o problema é quando politizamos as coisas e não queremos ouvir o que os responsáveis têm para dizer”, começou por afirmar o presidente da Câmara de Alenquer, em entrevista ao Fundamental Canal. Folgado acrescentou: “Custa-me que as pessoas acreditem que a água vai descer só porque surgiu um movimento e uma petição. A curto prazo este movimento não tem qualquer possibilidade de ver o seu objectivo alcançado”.

Na próxima semana o movimento Alenquer Água Justa pretende fazer ouvir as suas reivindicações em plena Assembleia Municipal, que reúne na sexta-feira, dia 27 de Setembro, pelas 20 horas, no edifício dos Paços do Concelho. Os organizadores da iniciativa até aconselham aos aderentes o uso de t-shirt branca e agendaram uma caminhada de manifestantes até ao edifício municipal. Dar descanso à concessionária e aos responsáveis autárquicos não parece fazer parte dos planos destes cidadãos insatisfeitos.

O Fundamental convida-o a recordar a entrevista de Alfredo Trinca, António Matos e Carlos Ferreira ao Fundamental Canal, e ainda a entrevista de Pedro Folgado na estreia do novo estúdio do nosso Canal de Televisão. Ambas para ver de seguida:

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VIAAlexandre Silva
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