Pedro Folgado garante: Álvaro Pedro não lucra com o negócio das águas em Alenquer

Pedro Folgado garantiu que Álvaro Pedro não tem qualquer participação accionista na empresa Águas de Alenquer. Ainda de acordo com a garantia de Folgado, nenhum ex-autarca detém de alguma forma participação nos lucros da concessionária.

Pedro Folgado garantiu recentemente que nem Álvaro Pedro nem qualquer outra personalidade com antigas responsabilidades na Câmara de Alenquer têm qualquer participação accionista na empresa Águas de Alenquer. Ainda de acordo com a garantia de Folgado, nenhum ex-autarca detém de alguma forma participação nos lucros da concessionária.

O presidente da Câmara de Alenquer respondeu desta forma à questão levantada por Alfredo Trinca, percursor da caminhada que no passado dia 29 de Junho juntou largas dezenas de consumidores em luta por uma água com preço mais justo no território do município. Ainda subsiste o mito de que Álvaro Pedro, o antigo presidente da autarquia, é um dos accionistas que lucram com o negócio da água em Alenquer.

A este propósito, Pedro Folgado foi peremptório: “Não. A composição accionista da empresa é pública, conforme contrato assinado após concurso público internacional, e consta no site da empresa, sendo também publicada no Relatório de Gestão”. Na mesma pode-se constatar que os accionistas da Águas de Alenquer são a Aquapor – Serviços, S.A., com 39,9997%. A AGS – Administração e Gestão de Sistemas de Salubridade, S.A., com 39,9997%. A Pragosa Ambiente, S.A., com 20,0000%. A Water Value – Serviços Ambientais S.A., com 0,0003%. E a Luságua – Gestão de Água S.A., com 0,0003%.

Na mesma ocasião Pedro Folgado defendeu a existência da chamada Tarifa de Disponibilidade, uma taxa mínima de consumo exigida aos munícipes que muitos consideram a continuidade da cobrança do aluguer de contador, que se tornou ilegal. O presidente explicou, e citamos, que “a componente fixa do tarifário ou “tarifa de disponibilidade” é o valor aplicado em função de cada intervalo temporal durante o qual o serviço se encontra disponibilizado ao utilizador final”.

De acordo com o presidente da Câmara, esta taxa “visa remunerar a entidade gestora por custos fixos ocorridos na construção, conservação e manutenção dos sistemas necessários à prestação do serviço”. Ainda fazendo fé nas palavras de Folgado, esta tarifa não tem relação com o “aluguer de contador” e é aplicada também em sistemas de fornecimento de outros municípios e em outras concessões.

VIAAlexandre Silva
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