Alenquer: Folgado garante que água amarela que sai pelas torneiras não tem peso no valor da factura

Folgado garantiu que a água amarela e barrenta que sai das torneiras após o concerto de rupturas não tem peso significativo no valor da factura. O presidente da Câmara de Alenquer explicou que o custo rondará 0.0063 euros. "Apesar de ser desagradável, não terá peso na factura", acrescenta o autarca.

Pedro Folgado garantiu que a água amarela e barrenta que sai das torneiras após o concerto de rupturas não tem peso significativo no valor da factura pago pelos alenquerenses. O presidente da Câmara de Alenquer explicou que o custo inerente rondará 0.0063 euros. “Apesar de ser desagradável, não terá peso na factura”, acrescenta o autarca.

Pedro Folgado emitiu um conjunto de esclarecimentos a pedido dos promotores da caminhada do passado sábado que teve lugar em Alenquer e que visa lutar por um serviço de maior qualidade por parte da empresa Águas de Alenquer, que detém a concessão desde Novembro de 2003.

Nesse contexto, o presidente da autarquia afirmou que, e citamos, “situações pontuais de água amarela resultam da ocorrência de roturas ou de problemas na rede predial que fazem com que, após intervenção na rede, surja necessariamente alguma opacidade nos primeiros litros de água que se extrai da torneira”.

Ainda a este propósito, Pedro Folgado acrescentou: “Admitindo que após uma ruptura a purga de água opaca são dez litros de água que não poderá ser utilizada para consumo, o custo inerente rondará 0.0063€, ou seja, pouco mais de metade de um cêntimo, o que, apesar ser desagradável, não terá peso na factura”. O presidente da câmara disse ainda que a água distribuída respeita e cumpre o Plano de Controle de Qualidade da Água aprovado anualmente pela Entidade Reguladora.

Já sobre o facto de os habitantes do concelho de Alenquer pagarem uma das facturas de água mais elevadas do país, Pedro Folgado avançou com a seguinte explicação: “Esta situação decorre da formulação de preço assente em três factores essenciais; um deles a integração do sistema multimunicipal do Vale do Tejo e do sistema multimunicipal do Tejo-Atlântico, com a correspondente integração dos custos associados ao fornecimento em alta, espelhados na tarifa final ao consumidor. A título de exemplo, o valor pago em alta pela empresa é de 0,5992€/m3 e o valor cobrado ao cliente no 1º escalão é de 0,63 €/m3”, acrescentou Folgado.

De acordo com o presidente da Câmara de Alenquer, outra das razões tem a ver com o investimento realizado na rede sem a comparticipação de fundos comunitários, o que levou a que este fosse integralmente diluído e integrado na tarifa aplicada ao consumidor. “Não é nesta fase legal que o município proceda ao subsidiar do serviço, apesar de o ter feito enquanto foi possível, aliviando assim o peso da factura dos munícipes”, complementou o autarca, justificando ser esta a terceira razão pela qual os alenquerenses pagam água… quase ao preço do ouro.

VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR