Vilafranquense vai jogar a segunda liga em Rio Maior a 50 quilómetros de Vila Franca

O Campo do Cevadeiro não vai ser o palco da estreia do Vilafranquense na Segunda Liga. Em comunicado, o clube de Vila Franca de Xira revela que não teve outra alternativa a não ser jogar no Centro de Estágios de Rio Maior, a cerca de 50 quilómetros do Campo do Cevadeiro.

Sem condições legais para receber jogos da Ledman LigaPro, o Campo do Cevadeiro não vai ser o palco da estreia do Vilafranquense na Segunda Liga. Em comunicado, o clube de Vila Franca de Xira revela que fez todos os esforços para jogar verdadeiramente em casa, mas não teve outra alternativa a não ser jogar no Centro de Estágios de Rio Maior, a cerca de 50 quilómetros do Campo do Cevadeiro.

No mesmo comunicado, o Vilafranquense explica que tentou outras alternativas, como Massamá, Cartaxo e Jamor, mas que tais «não seriam viáveis para fazer face às necessidades». No entanto, o clube que vai fazer a estreia nos escalões profissionais garantiu que as obras no Campo do Cevadeiro vão arrancar muito em breve.

Leia aqui o comunicado do Vilafranquense: «A União Desportiva Vilafranquense – Futebol SAD informa que após reunião com representante da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira não vislumbra outra alternativa que não seja a de realizar a temporada futebolística 2019/20, referente à Liga Pro, no Estádio Municipal de Rio Maior, na qualidade de “visitado”.

Apesar da vontade da SAD, do clube, dos seus responsáveis, adeptos e simpatizantes e da Câmara Municipal, de se jogar no Campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, foi o mesmo transmitido à Liga, sendo que as exigências apresentadas por aquele organismo para esse efeito não são realisticamente possíveis de concretizar dentro dos prazos exigíveis pela própria Liga.

Mais se informa que a SAD e a Câmara Municipal empenharam-se fortemente na resolução de todas as situações abordadas e nesse sentido foram desenvolvidas todas as diligências possíveis para agilizar o processo para se fazer face às exigências apresentadas. Refira-se que a Liga exigiu à SAD e à Câmara Municipal um comprometimento inexequível, considerando a natureza legal do processo que antecede às obras necessárias, ou seja, teria que existir já firmada uma data limite para as mesmas estarem concluídas antes do fim do presente ano, sob pena se tal não viesse a acontecer no prazo estabelecido, a equipa seria penalizada e impedida de prosseguir na Liga Pro, caindo de imediato para o Campeonato de Portugal.

Não arriscando correr riscos, a SAD optou definitivamente pela utilização do Estádio Municipal de Rio Maior, depois de terem sido equacionadas outras possibilidades mais próximas de Vila Franca de Xira, tais como Massamá, Cartaxo e Jamor, sendo que estas não seriam viáveis para fazer face às necessidades, não apenas em dias de jogos, mas também dos treinos diários necessários e estágios indispensáveis quando as obras arrancarem no Campo do Cevadeiro (o que ocorrerá muito em breve), situação que é de todo colmatada com a utilização do extraordinário Centro de Estágios de Rio Maior.

Acrescente-se que a SAD lamenta a distância física que temporariamente irá existir entre a cidade e o seu clube e acordou total empenho para solucionar com a maior brevidade possível tudo o que envolver e estiver relacionado com os adeptos e simpatizantes da União Desportiva Vilafranquense de modo a que estes possam continuar a apoiar inequivocamente o clube e a cidade mesmo a 50 quilómetros de distância. A União Desportiva Vilafranquense – Futebol SAD e a Câmara Municipal manifestam do mesmo modo o seu empenho conjunto na mais rápida resolução de todas as situações de modo a que o futebol da sua equipa principal regresse rapidamente a Vila Franca de Xira.»

VIAAlexandre Silva
FONTEZerozero.pt
COMPARTILHAR