Azambuja: Costa diz que Biosurfit é exemplo a seguir para Portugal

António Costa visitou esta terça-feira a Biosurfit, sediada em Azambuja. O primeiro ministro veio tomar contacto com o trabalho realizado por esta empresa na área da medicina e em concreto no contexto dos testes de diagnóstico.

António Costa visitou esta terça-feira a Biosurfit, sediada no centro da Vila de Azambuja. O primeiro ministro veio tomar contacto com o trabalho realizado por esta empresa na área da medicina e em concreto no contexto dos testes de diagnóstico.

“Esta é uma demonstração de que as empresas não precisam de estar todas em Lisboa”, referiu António Costa acerca da Biosurfit. “Um excelente exemplo” dado hoje a conhecer ao chefe do governo precisamente na sede do concelho de Azambuja.

De acordo com Costa, a Biosurfit é um caso exemplar de como é possível ter indústrias “de alto padrão tecnológico” e de “alta qualidade” a funcionar fora da capital e a “melhorar a coesão territorial do país”.

O “Spinit” é um equipamento que permite um método de análise considerado por António Costa absolutamente inovador. Este equipamento vai ser disponibilizado em 21 centros de saúde, fornecimento ao qual a empresa Biosurfit concorreu e cujo concurso venceu. O anuncio foi feito pelo próprio primeiro-ministro durante a visita de hoje.

Este sistema permite, com uma gota de sangue, realizar na hora testes de diagnóstico ao nível da hematologia. O “Spinit” foi estudado pela Biosurfit desde 2006 e está actualmente a ser desenvolvido para o mercado nacional e internacional.

A visita à Biosurfit foi também o momento escolhido pelo primeiro-ministro para defender o investimento das entidades públicas no capital de risco. Um risco “partilhado que o Estado assume para apoiar a economia e cujo caminho não pode ser voltar à ideia dos baixos salários ou à ideia de viver da contrafacção”, referiu o chefe de governo.

Ainda de acordo com o primeiro ministro, “ideias tão absurdas como voltar ao princípio dos anos 90, quando grande parte do país ainda vivia do trabalho infantil, são ideias inaceitáveis, tanto o trabalho infantil e a contrafacção como essa ideia do empobrecimento colectivo para se poder ser combativos”.

Ao contrário, defendeu Costa, o caminho para a competitividade será “seguir o exemplo da Biosurfit”, pegando numa uma ideia original, mobilizando o conhecimento e transformando o conhecimento num produto que faça a diferença e ajude “a economia a crescer”, concluiu António Costa.