
A empresa Águas de Azambuja abriu uma vala destinada a construir um ramal de água numa estrada municipal que tinha sido alcatroada no dia anterior. A estrada em causa denomina-se Rua da Corriola de Baixo e fica situada na freguesia de Aveiras de Cima, em Casais de Vale do Brejo. A população esperou anos a fio pelo tão desejado tapete de alcatrão, que foi estragado no dia seguinte a ter sido colocado.
O tapete de alcatrão era há muito aguardado nas estradas de Vale do Brejo e significou um avultado investimento por parte da autarquia. Mas a população nem teve sequer tempo para “saborear” o novo alcatrão na Rua da Corriola de Baixo. No dia seguinte, os serviços da concessionária Águas de Azambuja estavam no local para esventrar a estrada.
Foi aberta uma vala transversal à via em causa, destinada a nela ser construído um ramal de acesso para fornecimento de água a um particular. O dono do terreno garante ter procurado consciencializar a concessionária para a necessidade de construir o ramal antes de ser colocado o alcatrão novo no pavimento. Foi um esforço em vão. O buraco surgiu precisamente no dia seguinte a ter chegado o novo tapete.
De acordo com fonte da autarquia, que pediu anonimato, este caso evidencia uma total descoordenação entre câmara e empresa concessionária do serviço de águas. “O avultado investimento da edilidade no tapete de alcatrão merecia que tivesse havido o cuidado de construir aquele ramal antes de a estrada ter sido alcatroada, para além de que aquele piso nunca mais vai ficar ao nível do restante devido à vala que foi aberta”, refere a mesma fonte.
Refira-se que a imagem fotográfica desta reportagem foi registada na noite de terça-feira, dia 19 de Março. No dia seguinte (ontem, quarta-feira) a Câmara de Azambuja procedeu à recolocação de alcatrão no local, mas a verdade é que o piso não ficou igual e já é notória a existência de um “remendo” transversal à Rua da Corriola de Baixo. O novo alcatrão, relembre-se, tinha dias de existência.






















