Bloco alerta: munícipes de Alenquer e Torres pagam transportes a triplicar

Alenquer e Torres Vedras pagam transportes públicos a triplicar, e em alguns casos a diferença pode mesmo atingir o quádruplo do valor pago pelos restantes habitantes da Área Metropolitana de Lisboa. O alerta foi dado pelas concelhias de Alenquer, Azambuja e Torres Vedras do Bloco de Esquerda.

Os munícipes de Alenquer e de Torres Vedras pagam transportes públicos a triplicar, e em alguns casos a diferença pode mesmo atingir o quádruplo do valor pago pelos restantes habitantes da Área Metropolitana de Lisboa. O alerta foi dado pelas concelhias de Alenquer, Azambuja e Torres Vedras do Bloco de Esquerda. Em causa estão deslocações entre municípios e para a capital do distrito e do pais, a cidade de Lisboa.

O Bloco aponta, a título de exemplo prático e de acordo com esta decisão de alteração de preços de transportes, um cidadão que resida na localidade de Barril, freguesia da Encarnação, concelho de Mafra, que dista 61,1 quilómetros do centro de Lisboa, pagará para se deslocar à capital em transporte público colectivo a quantia de 40 euros mensais contra um cidadão da cidade de Torres Vedras, que dista 50,6 quilómetros do mesmo centro de Lisboa e que pagará cerca de 165 euros mensais (inclui metropolitano).

Da mesma forma e segundo a mesma fonte, um cidadão que resida em Setúbal pagará 40 euros mensais distando do centro da capital 49,0 quilómetros, enquanto que um cidadão de Alenquer a 46,0 quilómetros do centro de Lisboa pagará para chegar ao Campo Grande (periferia de Lisboa) cerca de 123,15 euros (não inclui transportes no interior de Lisboa).

Fonte do Bloco refere, a propósito: “Consideramos estas diferenças inaceitáveis num Estado que intenta tratar todos os seus cidadãos de igual forma, pelo que exigimos que as medidas que beneficiam os cidadãos da área metropolitana de Lisboa, nas suas deslocações pendulares, sejam estendidas a todos os concelhos do distrito de Lisboa, todos eles com um importante número de deslocações pendulares diárias entre os seus pontos de origem e a capital”.

Relembre-se a este propósito que foi decidido que os habitantes da AML (Área Metropolitana de Lisboa) terão acesso a passes de valor reduzido para as deslocações em transportes públicos, sendo que para deslocações entre concelhos o valor máximo será de 40 euros mensais e para deslocações dentro do próprio concelho o valor máximo será de 30 euros mensais, pagando cada família um máximo de 80 euros mensais, decisão essa que abrange os concelhos de Mafra, Loures, Vila Franca de Xira, Sintra, Odivelas, Lisboa, Amadora, Oeiras, Cascais, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra.

Ainda a este propósito, o BE acrescenta: “Entendemos e não podemos deixar de louvar essa decisão, uma vez que a redução drástica do valor gasto em transportes representa uma fatia importante do orçamento familiar, mas consideramos que a mesma veio criar diferenças de direitos entre cidadãos uma vez que, nomeadamente a norte de Lisboa, existem concelhos pertencentes ao distrito que ficaram de fora das medidas de redução de preços, também eles contendo uma importante fatia de população que se desloca diariamente para Lisboa para estudar ou exercer a sua profissão”.

VIAAlexandre Silva
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