Azambuja: Plataforma EN 3 preocupada com inércia dos responsáveis políticos

Plataforma EN 3 está preocupado com inércia dos responsáveis políticos quanto à requalificação na estrada nacional 3, no troço compreendido entre Azambuja e Carregado. Os acidentes mortais multiplicam-se naquela via a cada ano.

O movimento Plataforma Estrada Nacional 3 está preocupado com aquilo que designa por inércia dos responsáveis políticos no contexto deste assunto. A Plataforma foi criada para reivindicar uma requalificação na estrada nacional 3, no troço compreendido entre Azambuja e Carregado. Os acidentes mortais multiplicam-se naquela via a cada ano.

André Salema juntou-se a Inês Louro e a Joaquim Ramos: unidos pela preocupação comum com as condições daquela estrada, o trio tem desenvolvido um conjunto de iniciativas que visam alertar as entidades competentes para a urgência de uma intervenção naquela via. Infraestruturas de Portugal e Câmaras de Azambuja e de Alenquer são os três organismos em causa.

No passado domingo a Plataforma levou a cabo mais uma iniciativa: marcha lenta entre Azambuja e Carregado, que reuniu cerca de sete dezenas de veículos. André Salema explica que o movimento pretende que as autoridades não adormeçam em relação a este assunto. “Não vamos deixar que caia no esquecimento; há muitas minutas e protocolos, mas parece haver pouca vontade para passar intenções à prática”, refere Salema.

A autarquia de Azambuja pretende assumir 50 por cento do investimento necessário para requalificar a via, mas a IP quer transferir para a Câmara de Azambuja responsabilidades que caberão à própria Infraestruturas de Portugal. No meio de toda esta indefinição, a autarquia de Alenquer parece ter recuado na intenção de requalificar a estrada da Termoeléctrica – troço entre Vila Nova da Rainha e a Vala do Carregado.

Para complicar ainda mais a situação da Estrada Nacional 3, o Grupo Sonae vai acrescentar infraestruturas logísticas em espaço contíguo ao já actualmente ocupado por actividades similares, o que irá potenciar o trânsito de pesados e consequentemente o perigo já evidente no troço entre Vila Nova da Rainha e Azambuja. André Salema conta questionar a autarquia de Azambuja acerca deste assunto no decurso da Assembleia Municipal que se realiza esta noite em Azambuja.

Certo é que os acidentes não param e infelizmente os casos mortais multiplicam-se naquela via. Uma zona pulvilhada de armazéns e de actividade empresarial e industrial, mas não preparada para o fluxo de trânsito daí resultante. Pesados e ligeiros não convivem de forma sã nesta via, que nos derradeiros anos foi palco de diversos acidentes mortais, que devastaram famílias e comunidades. A Plataforma EN 3 promete não dar tréguas. Haja quem se preocupe.

VIAAlexandre Silva
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