Hélder Batista chega a Moscovo: ДОБРО ПОЖАЛОВАТЬ ЧЕМПИО́Н!

44 dias e mais de 4700 quilómetros depois de partir aqui mesmo de Alenquer, o aventureiro Hélder Batista acaba de chegar à Praça Vermelha, no centro de Moscovo. O ciclista português cumpre desta forma o prometido: fazer o percurso entre Portugal e a Rússia... montado numa bicicleta.

44 dias e mais de 4700 quilómetros depois de partir aqui mesmo de Alenquer, o aventureiro Hélder Batista acaba de chegar à Praça Vermelha, no centro de Moscovo. O ciclista português cumpre desta forma o prometido: fazer o percurso entre Portugal e a Rússia… montado numa bicicleta.

Hélder Batista pedalou 4700 km em 44 dias, já que saiu da vila presépio a 5 de maio. O ciclista amador, natural de Montegil e com 53 anos de idade,  chegou hoje a Moscovo, tal como se pode comprovar nos vídeos e imagens que tem estado a colocar na sua página do Facebook, plataforma onde tem documentado todos os pormenores desta aventura.

O percurso foi exigente e Hélder Batista chegou a passar maus bocados. Pelo caminho foi alvo da atenção da imprensa de todos os países que atravessou, e chegou mesmo a relatar momentos de extrema dificuldade. “Estou bem, mas não consigo comunicar. Não tenho internet! Estou num local deserto. Não há lojas. Vou dormir numa bomba de gasolina. Ninguém fala inglês. Este post está a ser feito a partir de um telemóvel de um funcionário”, escreve Batista, numa das publicações efectuadas na sua página de apoio.

“A pedaleira da Vermelhinha está a dar as últimas! Espero que aguente até chegar à civilização. Ainda por cima, hoje ela vai dormir sob as estrelas. Será que amanhã ainda lá estará? Nem quero pensar. Despeço-me avisando que há notícias pouco rigorosas a correr. Este foi o meu segundo dia neste país. Porém, ainda não concretizei o objectivo de chegar a Moscovo, nem a Kratovo. Espero amanhã conseguir repor as comunicações. Continuem a seguir a página e claro, a ajudar Acreditar!”, acrescentava no mesmo post.

Mas momentos houve em que Hélder Batista fez transparecer um estado de angústia e até de algum desespero. “Sinto que estou no limbo. Estou a viver no momento. Há muito que ultrapassei a fase do viver um dia de cada vez. Estou a sobreviver… numa espécie de instante a instante. Cada piscar de olhos demora uma eternidade. Cada pedalada é um suplício. Não vos quero desiludir, mas confesso, actualmente, todos os obstáculos parecem-me inultrapassáveis”, escreveu o ciclista de Alenquer.

“Cada curva é interminável. As colinas prolongam-se por kms a perder de vista. Estou cansado. Esta é que é a realidade. Sinto-me frágil e a arrastar-me. Já não consigo pedalar por prazer. Faço-o por obrigação. Por missão. Por teimosia. Estou a ser massacrado. Tenho o peso do mundo nos meus ombros. E não há aqui ponta de dramatismo ou encenação. É factual e literal”, acrescentou Hélder Batista no mesmo post, produzido quando atravessava a Polónia.

“O esforço para aqui chegar foi inenarrável. Assombroso. Apanhei muitas inclinações e grandes amplitudes térmicas. Em escassos minutos, os termómetros passaram de 30 graus, para sensivelmente metade e, para finalizar o tratamento, os céus presentearam-me com uma enxurrada olímpica quando faltavam 40 kms para o destino final. Apesar de descansar, tive sono durante o dia. Muito, reconheço. A um dado momento, eu e a Vermelhinha adormecemos. Ela não o admite, mas não encontro outra explicação para termos saído da pista e acordado sarapantados num campo de ervas”, narrou ainda o aventureiro de Montegil.

Não obstante todas as dificuldades, Batista e a sua Vermelhinha lá chegaram à Rússia. Quando o homem quer e a bicicleta aguenta, a obra nasce! A Associação Acreditar é a beneficiária desta empreitada aventureira de Hélder Batista. 4700 quilómetros de muito esforço e sofrimento, que chegaram a bom termo devido á persistência do herói.

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VIAAlexandre Silva
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