Azambuja: Estado com pouca vontade para requalificar estrada da morte

A requalificação da EN 3 entre Azambuja e Vila Nova está em causa devido às verbas irrisórias que as Infraestruturas de Portugal pretendem investir nas mesmas. André Salema refere que a Câmara de Azambuja está a ser "apertada" para suportar boa parte do investimento necessário.

As futuras obras de requalificação da estrada nacional 3 no troço entre Azambuja e Vila Nova da Rainha estão “penduradas” devido às verbas irrisórias que as Infraestruturas de Portugal (IP) pretendem investir nas mesmas. A Câmara de Azambuja está a ser “apertada” por este organismo, que procura ver o município suportar boa parte do investimento necessário.

André Salema, um dos fundadores do movimento Plataforma EN3, refere em exclusivo ao Fundamental: “Estão a encostar a Câmara de Azambuja à parede, e nesse aspecto eu tenho que concordar com o presidente da autarquia, sr. Luís de Sousa”. Refira-se que a verba prevista pelas IP para a intervenção naquela via não vai além dos 300 mil euros. À Câmara Municipal caberia suportar despesas como expropriações, construção de passeios e iluminação.

Recorde-se que a requalificação desta via chegou a estar orçada em 5,5 milhões de euros, nos tempos das afamadas compensações pela não construção do Aeroporto de Ota. Longe dos tempos dessa mega obra, a Plataforma EN3 pretende “somente” o necessário para ser possivel reduzir a sinistralidade em 80 por cento naquela estrada nacional. Está em causa a construção de 3 rotundas, um separador central, passeios e respectiva iluminação.

Ainda de acordo com André Salema, e citamos, “nunca nos passou pela cabeça que a proposta (das IP) fosse tão má, até porque o presidente das Infraestruturas de Portugal, doutor António Laranjo, mora em Santarém e trabalhou alguns anos aqui em Azambuja, pelo que falta de sensibilidade ou desconhecimento desta situação não deverá haver por parte deste dirigente”, reforçou.

O também presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Azambuja referiu que algumas empresas instaladas na zona industrial localizada entre Azambuja e Vila Nova da Rainha pretendem ajudar na comparticipação desta obra. “Tudo depende de como ficar em definitivo a posição das Infraestruturas de Portugal em relação a esta requalificação, e nesse sentido o presidente da autarquia já solicitou uma reunião com este organismo”, acrescenta André Salema.

De realçar que as Infraestruturas de Portugal tinham previsto, no seu plano de obras a realizar até 2019, uma intervenção mais generosa nesta via nacional que atravessa o concelho de Azambuja. “Tem tudo a ver com as cativações que estão a ser feitas em todos os sectores do Estado”, opina André Salema, referindo ao retrocesso estratégico das IP.

Acrescente-se que a Câmara de Alenquer vai suportar integralmente a obra de requalificação da via que estabelece ligação entre Vila Nova da Rainha e a Vala do Carregado, uma estrada actualmente bastante utilizada e que poderá ser solução no sentido de desviar o trânsito pesado do cruzamento da Rua Vaz Monteiro com a Rua Pinto Barreiros (IC2 e EN3).

 

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VIAAlexandre Silva
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