
A população do Concelho de Azambuja terá sido enganada por Luís de Sousa em relação à requalificação da Vala Real. O presidente anunciou em Julho de 2017 que a Câmara Municipal de Azambuja tinha submetido um conjunto de candidaturas no âmbito do programa “Portugal 2020”, destinadas à requalificação da Zona Ribeirinha do Esteiro de Azambuja. Sabe-se agora que não há qualquer financiamento comunitário para requalificar a Vala, pelo menos no âmbito do programa PO SEUR.
Tal como o Fundamental noticiou ontem, ao município de Azambuja apenas coube uma fatia diminuta de Fundos Comunitários no âmbito deste programa comunitário de ajudas. Foram 307 mil euros dos 24 milhões que couberam à região da Lezíria do Tejo. Os projectos aprovados abrangem nove áreas de intervenção, que incluem a melhoria da qualidade dos sistemas ambientais, designadamente nas infraestruturas de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais e de valorização de resíduos urbanos.
Recorde-se que a Câmara de Azambuja reagiu dias depois da publicação de uma reportagem pelo Fundamental – Jornal Online, que foi vista por mais de 34 mil pessoas – como pode ser comprovado na nossa página oficial na rede social Facebook. Nessa reportagem, mostrámos o estado de degradação avançada do Palácio das Obras Novas e da Vala Real, em comparação com a zona ribeirinha requalificada de Valada do Ribatejo.
Em vésperas de eleições, Luís de Sousa apressou-se a reagir e dias mais tarde anunciava o projecto da Requalificação da Zona Ribeirinha da Vala do Esteiro de Azambuja que, segundo o presidente, tinha como objectivo a requalificação ambiental e o arranjo paisagístico da área envolvente ao Esteiro, bem como o desassoreamento e estabilização hidráulica e de obras de contenção deste curso de água.
Ainda de acordo com Luís de Sousa, em Julho do ano passado, “O projecto de integração paisagística prevê criar um ambiente visual agradável e inclui a reabilitação da zona adjacente à estação ferroviária da vila, a criação de zonas de acesso à vala para a prática de pesca desportiva, o reordenamento das áreas de estacionamento, bem como a criação de uma ciclovia, uma zona de piquenique e equipamentos de actividade física ao ar livre”. Refira-se que todos estes aspectos foram mostrados com precisão pela reportagem do Fundamental – Jornal Online, na rubrica Câmera Ardente.
Nessa altura, Luís de Sousa prometeu empreender o desassoreamento do leito da Vala, o que permitiria o uso de pequenas embarcações fora do período de maré baixa. “Nesta requalificação paisagística está também previsto o desassoreamento e estabilização das margens do Esteiro e do muro de suporte, bem como a instalação de um bar/esplanada e arranjo da respectiva envolvente”, acrescentou o presidente, através do departamento de comunicação da autarquia azambujense.
Luís de Sousa frisou igualmente que as obras a realizar tinham como objectivo a valorização de um espaço público que, apesar de já ser utilizado pelos munícipes, apresenta um grande potencial de crescimento de utilização, com a criação das condições que eram propostas no projecto. “Estas intervenções permitirão uma maior ligação da Vila de Azambuja à Frente Ribeirinha que se prevê que no futuro seja um dos pólos dinamizadores do turismo no concelho”, concluiu o presidente. O povo continua à espera, mas parece que ainda não vai ser desta…






















