Amaral quer meter processo judicial a Alberto Coração e Inês Louro

O vereador da cultura na Câmara de Azambuja pretende colocar uma acção judicial visando Alberto Coração e Inês Louro, a propósito das recentes declarações públicas do arquitecto e militante socialista e da presidente da Freguesia de Azambuja. Na reunião de câmara realizada esta terça-feira Amaral contou com as presenças da esposa e filha, que foram apoiar o antigo lider da Junta de Freguesia de Azambuja.

António Amaral diz-se perseguido e alvo de “terrorismo político”. Foi desta forma que classificou os acontecimentos dos últimos dias, que catapultaram os derradeiros dias da sua governação na Junta de Freguesia de Azambuja para a ribalta. Inês Louro concedeu uma entrevista ao Fundamental – Diário Online, na qual revelou terem sido gastos cerca de 70 mil euros nos últimos dias do anterior mandato, facto que terá deixado os cofres da freguesia com somente 7.900 euros em conta, quando as despesas mensais daquele organismo ascendem a cerca de 11 mil euros. Já no inicio do actual mandato a presidente do executivo queixava-se de dificuldades financeiras devido ao parco valor deixado em caixa por António Aamaral. Ao Fundamental Inês Louro foi mais longe e afirmou que ficou com o primeiro ano do seu mandato condicionado devido ao facto de apenas ter tido em conta os tais 7.900 euros. Inês Louro garantiu que na sexta-feira anterior às eleições (27 de Setembro de 2013) os cofres da junta teriam cerca de 60 mil euros, aos quais se juntaram 22 mil euros alusivos a uma derradeira transferência efectuada pela Câmara de Azambuja a 15 de Outubro. Inês assegurou igualmente que a 17 de Outubro, aquando da sua tomada de posse, já só havia em conta 7.900 euros, pelo que foram gastos 74 mil euros em exactamente 21 dias, a julgar pelas afirmações da actual lider do executivo. Amaral contesta e afirma que, e citamos, “nos últimos dois meses enquanto presidente da junta, repito, dois meses e não dias, foram gastos no final do mês de Setembro 32 mil 665 euros em despesas correntes da normal gestão da junta, assim como em algumas obras; Em Outubro foram gastos 43 mil 962 euros em investimentos tais como a remodelação total da sede da junta, e aquisição de equipamento informático, conclusão das obras do pavilhão ao lado da GNR, passeio e almoço seniores, festa da padroeira, pagamento de mobiliário à Cerci, assim como outros apoios a outras coletividades”. Amaral garante igualmente que tem dois advogados a analisar as declarações de Inês Louro e de Alberto Carlos Coração, que acusou o antigo presidente da Freguesia de Azambuja de utilizar o carro oficial da autarquia em proveito próprio e em contexto particular, concretamente para se deslocar à casa de alterne conhecida por Kikas, em Vale de Santarém. “Não é verdade que tenha usado a viatura da câmara de forma ilícita, muito menos para o local referido”, reiterou Amaral, rejeitando desta forma ter praticado qualquer abuso na utilização da viatura de serviço. Amaral afirmou também que o actual executivo liderado por Inês Louro recebeu 52 mil euros nos dois meses seguintes à tomada de posse em 2013 e revelou que actualmente a Junta de Azambuja tem 25 mil euros a prazo numa instituição bancária. O vereador assegurou também que irá até às últimas consequências para castigar quem o difamou, queixando-se de ter sido vítima de… um atentado de terrorismo político. “Esse atentado foi desencadeado contra a minha pessoa e família nas redes sociais e sabe-se muito bem quem foi o autor, assim como as diferentes pessoas que incorretamente fizeram comentários caluniosos acerca de mim”.

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VIAA.T.
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