Rodrigues acusa Luís de Sousa de ter dado duas facadas na democracia

O antigo presidente da autarquia (1982-1985) e deputado eleito na Assembleia Municipal refere-se ao subsídio de 22 mil euros que - sabe-se agora - a Câmara concedeu à Junta de Azambuja a dois dias da tomada de posse do novo executivo. Para trás ficou uma dívida de 30 mil euros à Junta de Manique do Intendente, que nunca foi saldada.

António José Rodrigues

Luís de Sousa continua a viver dias de martírio na Câmara de Azambuja, com ataques cerrados vindos de todas as frentes da vida política da autarquia. Desta vez foi o antigo presidente da autarquia (1982-1985) e deputado eleito na Assembleia Municipal, António José Rodrigues, a referir-se ao subsídio de 22 mil euros que – soube-se recentemente por intermédio de Inês Louro – a Câmara concedeu à Junta de Azambuja a dois dias da tomada de posse do novo executivo. Para trás, segundo Rodrigues, ficou uma dívida de 30 mil euros à Junta de Manique do Intendente, que nunca foi saldada. “Sem querer meter foice em seara alheia, mas como o assunto do subsídio à Freguesia de Azambuja, no final do último mandato, pode estar relacionado com a questão de favores a umas freguesias em prejuízo de outras, vou sublinhar, mais uma vez, a prática discriminatória dos últimos anos”, refere Rodrigues, para continuar desta forma: “não foi surpresa que Luís de Sousa, presidente da Câmara de Azambuja em exercício naquela data, tivesse dado mais duas facadas na democracia: deu 22.000 euros à freguesia de Azambuja (que não sei se eram devidos) e nada compensou a freguesia de Manique do Intendente, a quem devia 30.000 euros pelas obras de alargamento do cemitério de Manique”. António José Rodrigues acrescenta: “Tudo isto foi escamoteado até agora, mas esta esta filosofia de gestão autárquica é profundamente condenável”.

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VIAA.T.
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