
A Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer divulgou um estudo recente da DECO que indica aquilo que todos os alenquerenses já sentem na pele (e na carteira) desde há muitos anos: a água de Alenquer é a mais cara de toda a região de Lisboa e Vale do Tejo. A DECO revelou este autêntico martírio para as finanças dos habitantes do concelho, num estudo apresentado no último número da revista Proteste que envolve 135 municípios, onde Alenquer surge com um custo do serviço de fornecimento de água aos munícipes entre os mais elevados. As contas apresentadas referem-se à factura anual para um consumo de 120 m3 (10 m3/mês), e separam o sectores água de consumo e saneamento. O município com o custo do saneamento mais elevado é Torres Vedras, que surge com a maior tarifa entre os 135 casos analisados. Mondim de Basto e Mira têm respectivamente os custos da água e do saneamento mais baixos. Refira-se ainda que as diferenças entre os tarifários mais caros e mais baratos são muito substanciais: mais de 200 euros anuais para o custo da água, e cerca de 175 euros para o custo do saneamento.
Diz ainda a DECO que «dos 20 municípios com os preços mais elevados para o consumo mensal de 10 m3, 17 são concessões».
É o caso de Alenquer, um dos municípios em que a distribuição de água está concessionada, neste caso à Águas de Alenquer desde 2003, uma empresa com estrutura accionista dos grupos Aquapor e AGS, empresas que se especializaram na prestação de serviços públicos às autarquias no abastecimento de água, recolha de resíduos e limpezas urbanas. Desde que a concessão teve lugar em Alenquer a factura da água no município mais do que quadruplicou. É a sina dos Alenquerenses. Relembre-se igualmente que a EPAL tem duas captações de grande relevância em Alenquer e em Ota, de onde extraiu em 2014 quase 9 milhões de metros cúbicos de água (valores retirados do último Relatório Ambiental disponível), que é distribuída nos municípios da grande Lisboa a preços mais vantajosos para os consumidores do que aqueles por que é paga no concelho onde é extraída.















