Largadas e sardinha assada deixam azambujenses à beira da loucura com a Feira de Maio

Feira de Maio em Azambuja é como o Carnaval no Brasil: uma loucura. Os azambujenses nem dormem a pensar nas largadas e na sardinha assada. A contagem decrescente já começou: a 26 de maio arranca a festa, que dura cinco dias.

Olh'ó toiro! Azambujenses loucos com as largadas pelas ruas da vila...

Dizem ser “a mais castiça das Festas Ribatejanas”, embora possa haver por outras paragens aqui da região quem torça o nariz a esta pretenção dos habitantes de Azambuja. A verdade é que a centenária Feira de Maio está de regresso à vila, entre os dias 26 e 30 deste mês. “O Ribatejo no seu melhor, em cinco dias de muito convívio, festa brava e afición!”, lá vão dizendo os promotores, com o município à cabeça, nesta que é a sua joia da corôa, ou não tivesse o evento palco na sede de concelho, o oásis da Câmara. A festa arranca em força na quinta-feira (26), dia dedicado às Tertúlias. Depois de uma vacada que se prevê animada, e pela tarde ocorre no Jardim Urbano da vila o almoço convívio das Tertúlias. A inauguração oficial da feira está marcada para as 17 horas desse dia, na Praça do Município, e a primeira entrada de toiros pelas ruas da vila acontece ao final da tarde. À meia-noite, todos os caminhos vão dar ao Jardim Urbano, para um espetáculo de Los Romeros & Big Band, com a participação de Las Hermosas do Club Azambujense. Este dia encerra com a “Mesa da Tortura – prova de resistência e bravura” na Praça de Toiros Ortigão Costa. A tal que custou 600 mil euros e que passa a maior parte do ano às moscas, sem qualquer utilidade. Já a sexta-feira continua a constituir um dos maiores cartazes da Feira de Maio, com a noite da sardinha assada. Tudo começa com o cortejo de campinos com o gado pelas ruas da vila à luz de archotes, seguido da habitual largada de toiros. A partir da meia-noite acontece a distribuição gratuita de sardinhas, pão e vinho nos Largos do Rossio, da Fonte de Santo António, de Palmela, dos Pescadores e também na Praça do Município. Na noite mais animada não faltarão o fado vadio, a música itinerante e vários arraiais até ao romper do dia. Pela madrugada há animação popular com a Banda Hi-Fi no Jardim Urbano.

Sábado é o Dia do Cavalo. A festa prossegue na Várzea do Valverde, onde ao inicio da tarde de sábado os campinos mostram todas as suas capacidades nas provas de campo, com a condução de jogos de cabrestos, condução de cabresto e prova de perícia. A largada de toiros do dia tem lugar ao final da tarde e a grande atração musical vem da longa e interminável família artística dos Carreira – Mickael Carreira, que actuará junto à Escola Básica Boavida Canada, quando for meia noite. Já na manhã de domingo terá início o dia do campino, com a tradicional homenagem ao campino, na Praça do Município, logo pela manhã.

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VIAA.T.
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