Futuro sem perspectivas para trabalhadores da Impormol

O futuro imediato dos trabalhadores da Impormol em Azambuja é uma absoluta incógnita. Ainda que Pedro Ribeiro assegure que tudo fará para salvar os postos de trabalho, a verdade é que a fábrica parece condenada a cessar actividade, uma vez que foi adquirida por uma empresa sediada no Liechtenstein, gestora de ativos financeiros e sem qualquer vocação industrial.

Trabalhadores da Impormol lutam por manter postos de trabalho...

Os trabalhadores da Impormol voltaram a concentrar-se a 6 de maio junto do Ministério da Economia, depois de terem sido recebidos por dois adjuntos do mesmo gabinete. Nas derradeiras 3 semanas esta foi a terceira vez que uma comitiva de trabalhadores da fábrica de Aveiras de Baixo foi recebida neste Ministério, destacando-se a presença do Ministro da Economia na reunião ocorrida a 19 de abril. Os trabalhadores da Impormol voltaram a reforçar o pedido de intervenção do Ministério, nomeadamente através das entidades que tutela (AICEP e IAPMEI) no sentido de ser estabelecida uma plataforma de diálogo/negociação com os novos acionistas da empresa que permita perceber as suas intenções em relação ao futuro. “O AICEP e o IAPMEI podem ter aqui um papel importante para encontrar novos clientes e/ou novos investidores”, realça Pedro Ribeiro, presidente da autarquia cartaxeira, que voltou a acompanhar a comitiva que se deslocou à capital a 6 de maio. Recorde-se que a Frauenthal (ex-Impormol) tem nova estrutura acionista e é agora detida na totalidade por Heavy Metal Invest, sediada no Liechtenstein, que adquiriu 51% das ações em janeiro e os restantes 49% em março deste ano. O presidente da Câmara do Cartaxo não deixa de se manifestar preocupado em relação a esta nova estrutura accionista: “Entre dezembro de 2015 e março deste ano a empresa foi adquirida por uma empresa com sede no Liechtenstein, gestora de ativos financeiros e sem qualquer vocação industrial. A preocupação em relação às intenções desta empresa são reforçadas quando não se vê nem se conhece empenho em encontrar soluções para a sua atividade industrial nem para a defesa dos postos de trabalho”, reforçou Ribeiro, que acrescentou: “Estamos em conjunto com o Município da Azambuja e com o Ministério da Economia a procurar soluções e a defender a manutenção dos postos de trabalho. Estamos, também, desde o primeiro dia a trabalhar naquilo que não queríamos que é prepararmo-nos para o pior cenário”. Nesse sentido, o autarca do Cartaxo garante que têm sido muitos os contactos com o Ministério do Trabalho, com o Instituto de Emprego e Formação Profissional de Santarém, através do seu Diretor Renato Possante Bento. “Os nossos serviços municipais de ação social e de emprego também têm estado envolvidos e a preparar um plano de intervenção caso seja necessário. Temos trabalhado para estarmos preparados para acautelar todos os contextos que esta situação poderá implicar”, refere Pedro Ribeiro, que acrescenta: “São 179 famílias que estão em causa, na sua maioria oriundas do nosso concelho (Cartaxo)”.

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FONTEA.T.
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