Mês da Enguia eleva Salvaterra a capital nacional

Heldér Esménio aposta forte na divulgação do certame em larga escala e critica os partidos à esquerda do PS local, que acusa de terem uma visão miserabilista quanto à promoção dos valores do município

Presidente da autarquia salvaterrense aposta forte na promoção dos valores do concelho

Apresentação do Mês da Enguia a 16 de Fevereiro, no Edifício do Cais da Vala. Hélder Esménio deu as boas vindas aos presentes, frisando o estatuto de Capital Nacional da Falcoaria do município salvaterrense. O certame que promove a iguaria do Tejo assinala este ano duas décadas de existência, com a Feira de Artesanato a ter lugar pela terceira vez no contexto do Mês da Enguia – a Feira constitui uma inovação do actual presidente da autarquia, que preside ao executivo desde Outubro de 2013. Esménio envolve a esmagadora maioria dos agentes locais e regionais na dinâmica do Mês da Enguia, não esquecendo empresários, produtores, artesãos ou mesmo dirigentes de colectividades. “A refeição que vamos ter a seguir constitui a melhor forma de publicitar este certame, um dos mais importantes eventos no contexto da promoção do património de Salvaterra”, acrescenta o presidente da Câmara Municipal. Hélder Esménio destaca o facto de 2016 registar a adesão de dois novos restaurantes, e reforça a importância do apoio da Entidade Regional de Turismo do Ribatejo e Alentejo: “é um certificado de qualidade e mérito do Mês da Enguia”, garante Esménio, que complementa: “o Mês da Enguia é um dos momentos altos de divulgação e afirmação do nosso concelho, da economia local e daquilo que é nosso, mesmo que isso me custe alguns votos contra”. O presidente do executivo referia-se aos partidos à esquerda do seu PS que, segundo Hélder Esménio, não vêem com bons olhos o investimento camarário na divulgação e promoção dos certames de Salvaterra. “Aborrece-me sobretudo que a esquerda, que tem outra visão da cultura, da sua promoção e do intercâmbio, se sirva de um certo populismo típico das posturas da direita para criticar as iniciativas culturais, a promoção do concelho, a divulgação das nossas gentes, dos nossos músicos, dos nossos valores, com o argumento claramente de direita de que essa promoção nada mais é do que um custo, um gasto de dinheiro”, refere o presidente, rematando: “Sobretudo quando essa mesma esquerda, em outros concelhos à nossa volta, são os principais paladínos da promoção cultural, das associações, do intercâmbio, dos teatros, da música.” Já António Ceia da Silva elogiou a postura da Câmara de Salvaterra de Magos e desfez-se em elogios a Esménio: “É uma pessoa fantástica e um exemplo de como se deve trabalhar nas autarquias”, afirmou o presidente da Entidade Regional de Turismo do Ribatejo e Alentejo, que não ficou para o almoço em Salvaterra no âmbito das suas responsabilidades profissionais porque tinha de estar do Estádio da Luz às 19,45 para ver o Benfica-Zénit, evento que deixou bem claro estar acima de tudo e mais alguma coisa que mexa no planeta terra… aqui está um bom exemplo de como não se deve trabalhar nas Entidades Regionais de Turismo. Este evento merecia a presença ao almoço da única personalidade convidada, e logo o responsável máximo do turismo na região. O próprio repórter do Fundamental, que esteve até ao fim do almoço, ainda trabalhou na redação até às 17 horas e estava sentado nas bancadas da Luz vinte minutos antes do apito inicial. E não tem as mordomias de alguns, que entram pelas portas VIP’s e não perdem tempo a estacionar automóveis.

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