Pinto Barreiros continuam disponíveis para reatar protocolo

A Câmara de Alenquer ainda está a tempo de salvar o Carregado, evitando que a Associação Desportiva tenha que devolver o campo de futebol à família Pinto Barreiros sem quaisquer contrapartidas. Mas os Pinto Barreiros deixam claro que terá de ser a autarquia a mexer-se nesse sentido. Até porque o tempo corre... em desfavor do Carregado.

A autarquia de Alenquer ainda está a tempo de salvar o Carregado, evitando que a Associação Desportiva chegue ao cúmulo de ficar sem o campo de futebol que usa para a actividade dos seus escalões há mais de 60 anos. O Fundamental sabe que a família Pinto Barreiros continua disponível para reatar as conversações em torno do projecto de protocolo que começou a ser criado em 2010 e que estranhamente acabou por ficar na gaveta, sem que para tal haja uma explicação objectiva e declarada. Em entrevista concedida ao Fundamental, na edição de 25 de Julho, o vereador Nuno Coelho garantiu que a responsabilidade pela interrupção das conversações entre autarquia, ADC e Pinto Barreiros coube inteiramente à Câmara Municipal, então governada por Jorge Riso. Recorde-se que a Associação Desportiva utiliza o campo de futebol Lacerda Pinto Barreiros há mais de 60 anos, por cedência do patriarca da família, já falecido. Uma vez que não existe qualquer documento assinado que garanta a doação do campo ao clube, a família – os descendentes de Lacerda – querem reaver a possibilidade de usufruir do terreno. Em troca, estão dispostos a permitir que o clube legalize a posse de outro terreno, onde está edificado o pavilhão e a sede da ADC, terreno que também pertence ainda à família Pinto Barreiros. Mais do que isso, os descendentes de Lacerda Pinto Barreiros também pretendem doar uma parcela de terreno à autarquia, situada a sul da Urbanização da Barrada, no terreno da quinta propriedade desta família, de forma a que a Associação lá possa instalar o seu complexo desportivo. Ora, é precisamente este o objectivo do protocolo que se pretende assinar desde 2010: a Associação fica legítima proprietária do terreno da sede e do pavilhão; a família Pinto Barreiros recupera o terreno do actual campo e cede um terreno alternativo para instalação do parque de jogos. Além de tudo, o protocolo também prevê que os Pinto Barreiros dêem instruções no sentido de travar o processo judicial que entretanto conheceu a decisão da primeira instância, favorável à família. Ou seja, o tribunal mandou que a Associação devolva o terreno do campo de futebol aos Pinto Barreiros. O veredicto foi conhecido há poucas semanas; a ADC interpôs recurso, que custou a módica quantia de 2800 euros ao clube. Enquanto isso, os Pinto Barreiros continuam à espera que o protocolo avance. Tranquilos, porque o tempo corre a seu favor…

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VIAA.T.
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