

O vereador Rui Costa referiu há minutos que a Associação Desportiva do Carregado pediu à autarquia alenquerense um subsídio de carácter excepcional, no valor de 2800 euros, destinados a fazer face ao custo do recurso relacionado com o processo judicial movido pela família Pinto Barreiros. Na explicação que deu, Rui Costa afirmou que o processo teve um desfecho desfavorável à ADC e que a colectividade teria que, nas suas palavras, “entregar o terreno aos seus legítimos donos”, caso não tivesse efectuado o recurso em causa. Parece-nos que o termo “legítimos” aqui é abusivo, até porque a decisão ainda não transitou em julgado… Já Carlos Areal aproveitou a ocasião para afirmar que esta decisão judicial é impugnável por se registar o uso do terreno há mais de 50 anos de forma legítima pela Associação, pelo que a colectividade tem todo o direito e deve mesmo recorrer da primeira decisão judicial, de acordo com Areal. Já Nuno Coelho (na foto) diz que lamenta profundamente esta situação difícil pela qual o Carregado passa, cuja responsabilidade pelo desfecho Coelho aponta na sua totalidade à Câmara Municipal, por não ter dado seguimento aos protocolos que recentemente foram estabelecidos entre a Câmara, a família Pinto Barreiros e a própria ADC. “Sempre que se arranjou uma solução, a Câmara logo a seguir arranjou de imediato um problema”, rematou Coelho. Areal concluiu, referindo que para este processo é necessário que a Associação tenha uma direcção eleita, que tenha uma estratégia para este processo. Pedro Folgado, o presidente da Câmara, admitiu que não conhecia os meandros deste processo, logo após a explicação pormenorizada que foi dada por Nuno Coelho.















