

Não há como relatar este acontecimento de outra forma, e as palavras existem para serem usadas: uma família de etnia cigana invadiu e ocupou uma vivenda nas Fontaínhas, na União de Freguesias de Carregado e Cadafais. Aproveitaram a ausência temporária da dona do imóvel, Maria Olinda Lopes, uma idosa de 76 anos, e instalaram-se sem autorização e num cenário de total ilegalidade. O caso foi tornado público por Nadine Lopes, filha da idosa enganada.
Nadine Lopes vive no Algarve, para onde a mãe viajou nos últimos dias por motivos de saúde. Maria Olinda Lopes é viúva há 6 anos, e é precisamente no nome do falecido marido que está lavrado o suposto contrato de arrendamento – que Nadine garante de forma absoluta ser falso – que inclusive se apresenta assinado pelo homem que já faleceu há meia dúzia de anos. A GNR foi chamada ao local mas nada fez, e inclusive Nadine garante que “o Guarda Reis lhe transmitiu que o contrato de arrendamento está certo”.
Esta inacreditável história passa-se às portas de Lisboa, num Portugal integrado numa Europa que se acredita ser o garante de direitos elementares. Mas o caso relatado por nadine mostra o quão frágil é a nossa organização social. Atente-se às palavras de Nadine: “A casa da minha mãe foi invadida por pessoas de etnia cigana; chamei a polícia porque os vizinhos da minha mãe me contactaram a transmitir que a casa da minha mãe tinha as janelas abertas”.
E continua Nadine Lopes: “A polícia foi lá e disse que não podia entrar porque se poderia magoar; a GNR não fez absolutamente nada, nem sinalizaram a casa como local de crime; em menos de 24 horas os invasores estão lá a ocupar a casa, a colocar roupas e a mobilia da minha mãe na rua, e a GNR não faz absolutamente nada porque diz que os invasores têm um contrato de arrendamento que o senhor guarda Reis disse que estava certo”.
De acordo com Nadine, o contrato de arrendamento falso teve inicio a 1 de junho e, como já referimos nesta peça, foi forjado com uma assinatura falsa do progenitor de Nadine, que faleceu há 6 anos. “A policia ainda me disse que o vizinho da minha mãe, a quem a minha mãe deu a chave e autorizou que lá fosse a casa, estava a invadir a casa dos ciganos”, lamenta Nadine. “País com leis e justiça da trampa, onde toda a gente se borra de medo da etnia cigana a ponto de permitir que façam o que querem e bem entendem e vivam à margem da lei com total impunidade”, referiu ao Fundamental uma fonte que podemos identificar como a voz do bom senso.





















