Prior António Cardoso: a homenagem merecida nos festejos deste ano em Aveiras?

O padre António Cardoso poderá vir a ser o grande homenageado nos festejos anuais que decorrerão em Aveiras de Cima no inicio do mês de Junho. O prior assinala em 2017 meio século ao serviço da comunidade de Aveiras. O Fundamental apurou que poderá estar a ser preparada uma homenagem ao prior, algo que é unanimemente considerado como merecido e apropriado.

O Padre António Cardoso poderá vir a ser o grande homenageado nos festejos anuais que decorrerão em Aveiras de Cima no inicio do mês de Junho. O prior assinala em 2017 meio século ao serviço da comunidade de Aveiras, e os festejos deste ano reverterão para a Paróquia local. O Fundamental apurou que poderá estar a ser preparada uma homenagem ao prior, algo que é unanimemente considerado como merecido e apropriado.

Uma fotografia do prior António Cardoso com os seus meninos da Casa Mãe O Pombal. Uma imagem que vale milhões de palavras.

António Cardoso assinalou a 10 de Dezembro de 2015 o Jubileu de sacerdócio. Meio século dedicado à fé cristã, sendo que este ano o prior comemora 50 anos ao serviço das comunidades de Aveiras de Cima, Vale do Paraíso e Aveiras de Baixo. Por essa razão os festejos anuais serão em honra da paróquia local e as receitas reverterão a favor da obra social do prior, como de resto sucede todos os anos em Aveiras de Cima, com as festas a ajudar rotativamente uma colectividade da terra.

Desde há muito que a obra social do Prior António Cardoso é transversalmente considerada como uma realização ímpar, de grande significado para a comunidade de Aveiras de Cima. Cada vez são em maior número as vozes que reclamam uma homenagem condigna tendo em conta a importância da obra de António Cardoso. Já em 2004 o Fundamental sugeriu que o prior fosse distinguido com uma toponímia condicente com a dimensão das suas realizações. Segundo consta, 2017 poderá trazer boas novidades neste contexto.

Em Dezembro de 2015 o Fundamental questionou o prior acerca deste tema. “Sente-se devidamente reconhecido e agradecido por quem tem protagonizado o poder político local?”, perguntámos a António Cardoso. O prior respondeu desta forma: “Eu não preciso, querido amigo. Só quero que Deus esteja contente comigo, e que aqueles que me conhecem possam dizer: ainda bem que conheci este amigo”.

A verdade é que o reconhecimento da classe política local em relação ao valor da obra deste Homem tem sido pouco mais que sofrível. António Cardoso tem alcançado com mérito o que gerações de políticos não sonharam sequer fazer com orçamentos chorudos e fundos comunitários incontáveis à sua disposição.

O Padre António é, assim, parte importante da história de Aveiras de Cima. António Cardoso nasceu em Lisboa mas a sua família tem origem nas Beiras, concretamente em São Pedro do Sul. “O meu ADN é beirão”, afirma o prior que diz ter encontrado em Aveiras “uma comunidade já abençoada pela presença do Padre Manuel Antunes”, seu antecessor. O prior recorda esses tempos: “Antes do Padre Manuel Antunes, que esteve cá seis anos, não havia prior em Aveiras, e portanto havia toda uma ausência de evangelização, que começou com o Padre Manuel Antunes e continuou comigo.”

O prior complementa: “Era uma comunidade originante e a começar. Tinha sobretudo carências espirituais, humanas, mas também carências materiais. Foi por essa razão que eu comecei a pensar em criar um Centro Social e Paroquial, que foi constituído com estatutos logo no ano seguinte, em 1968. Começou com um pequenino jardim infantil, depois com o centro de dia, mais tarde com o jardim grande”. E veio a Colónia de Férias, o majestoso Lar de Idosos e a Casa Mãe O Pombal, destinada a acolher crianças orfãs ou abandonadas.

“Qualquer homenagem que seja levada a cabo terá que ter em conta que o Prior António Cardoso é a figura mais importante de Aveiras de Cima dos últimos 100 anos, talvez até da história de Aveiras, pelo que menos de uma estátua ou de um monumento de importância e dimensão correspondentes será pouco para reconhecer, em vida, o mérito imenso deste homem na construção de uma sociedade solidária e com valores bastante enraizados”, afirma Nuno Cláudio, jornalista de Aveiras de Cima e director do Fundamental.

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VIAAlexandre Silva
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